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Correio da Manhã

Política
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Passos Coelho diz que não existem “varinhas de condão”

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse esta terça-feira, durante a tomada de posse do XIX Governo, que os tempos que aí vêm vão ser difíceis, mas reforçou uma ideia já expressa pelo Presidente da República: “Portugal não pode falhar.”
21 de Junho de 2011 às 12:59
Após o juramento do novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assinaram o auto de posse ministros e secretários de Estado
Após o juramento do novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assinaram o auto de posse ministros e secretários de Estado FOTO: Lusa

No seu discurso, o líder do PSD disse ter “consciência que não existem varinhas de condão que instantaneamente consertam o que durante anos não se resolveu.”

Perante o seu novo Executivo, Passos Coelho disse que o Governo agirá “sem recorrer a falsas promessas” e com “responsabilidade, abertura e transparência”.

Sobre a tomada de posse desta terça-feira, o líder do PSD apelidou-a de “novo pacto de confiança”, que é “imprescindível” para que Portugal supere as dificuldades e “recupere a prosperidade”.

“A crise que atravessamos fez ressoar o apelo à mudança”, lembrou, para acrescentar que “o Governo assume que atenderá a esse apelo”.

“Essa vontade de mudança é a sua maior justificação política”, sustentou.

Passos Coelho assumiu que haverá erros e omissões “nesta encruzilhada”, mas deixou a garantia de que, “no que é vital para Portugal”, não falhará. “O povo português pode contar com o novo Governo”, resumiu.

“PROGRAMA NACIONAL DE POUPANÇA”

O primeiro-ministro anunciou também, no seu discurso de posse, que o seu Governo não vai nomear novos governadores civis e vai promover um "Programa Nacional de Poupança". 

"O Estado dará o exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam. E o meu Governo será o líder desse exemplo, como de resto a decisão de não nomear novos governadores civis já sinaliza", declarou Passos Coelho no Palácio da Ajuda, em Lisboa.  

As medidas de "desvalorização fiscal" são "uma aposta decisiva na reaquisição  de competitividade externa", referiu o primeiro-ministro e presidente do  PSD. Segundo Passos Coelho, "é urgente reduzir os custos de contexto" e  "acentuar a intensidade concorrencial".  

"Pretendemos iniciar um processo de abertura da nossa economia: de abertura à actividade interna num jogo concorrencial equilibrado; de abertura  ao exterior, isto é, aos grandes fluxos mundiais de pessoas, de ideias, de iniciativas, de trocas, de investimento. As nossas dificuldades nunca  servirão de pretexto para nos fecharmos ao mundo", acrescentou.  

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