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Correio da Manhã

Política

Passos Coelho: Governo “não passa cartão a ninguém”

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, reafirmou este sábado, em Viana do Castelo, que não irá "viabilizar as medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC)" anunciadas sexta-feira e acusou o Governo de não "passar cartão a ninguém".
12 de Março de 2011 às 21:26
"O PSD não vai discutir nem negociar as medidas de um novo PEC. O Governo comprometeu-se em Bruxelas com o que não está em condições de garantir no seu país", afirmou Passos Coelho
'O PSD não vai discutir nem negociar as medidas de um novo PEC. O Governo comprometeu-se em Bruxelas com o que não está em condições de garantir no seu país', afirmou Passos Coelho FOTO: Pedro Elias/JdN

Durante o discurso de encerramento da Convenção Autárquica Distrital do PSD, em Viana do Castelo, Pedro Passos Coelho reiterou que não irá "ceder" no que concerne ao novo PEC anunciado.  

"O PSD não vai discutir nem negociar as medidas de um novo PEC. O Governo comprometeu-se em Bruxelas com o que não está em condições de garantir no seu país", afirmou.  

O líder do principal partido da oposição acusou ainda o Governo de se comprometer "em Bruxelas sem passar cartão a ninguém", sobre o planeamento de um novo PEC.   

"A oposição, reunida na véspera a discutir uma moção de censura no parlamento, não soube de nada. Eu próprio recebi um telefonema apenas na véspera a avisar que iam ser apresentas novas medidas de restrições. Os parceiros sociais que estiveram reunidos em concertação social com o Governo foram também surpreendidos".  

E "depois de o ter feito", explanou, o Governo "agora diz que lamenta que o líder do PSD não esteja disponível para avalizar estas medidas porque estas medidas existem para defender Portugal ". 

“HONRAMOS A NOSSA PALAVRA”

Para Pedro Passos Coelho, "não é normal em democracia o desprezo pelas instituições e pelas pessoas" que o Governo tem demonstrado neste processo. 

"É uma falta de cultura democrática que temos que ultrapassar no futuro", afirmou Passos Coelho.  

O líder do principal partido da oposição ao Governo de José Sócrates considerou que se está "numa altura de começar a assumir responsabilidades". 

"É preciso clarificar as coisas. Assumimos um compromisso com o País ao viabilizar um Orçamento do Estado que tinha medidas difíceis, de emergência e dissemos que se esse orçamento fosse executado seria difícil, mas que  teríamos a situação controlada", justificou.  

"Nós honramos a nossa palavra", garantiu Passos Coelho, continuando a afirmar que "se o Governo quiser prosseguir essa política e entender que com essa política, que ele mesmo propôs, vamos lá, nós cumpriremos a nossa palavra".  

Em jeito de conclusão, Pedro Passos Coelho deixou um aviso: "Não vale a pena dizer que se verá com o PSD as medidas uma a uma ou para o PSD dizer onde se corta. Porque nós não viabilizaremos este PEC."  

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