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Correio da Manhã

Política
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Passos Coelho lembra Adolfo Suárez como "homem de exceção"

Madrid decide alterar o nome do aeroporto internacional em homenagem ao político. (actualizado 24 de MArço 14 horas)
24 de Março de 2014 às 11:04
Funeral de Adolfo Suárez, antigo primeiro ministro espanhol
Funeral de Adolfo Suárez, antigo primeiro ministro espanhol FOTO: AFP PHOTO / GERARD JULIEN

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enviou esta segunda-feira uma mensagem de condolências ao primeiro-ministro espanhol pela morte do antigo chefe do executivo Adolfo Suárez, considerando-o "um homem de exceção" que lançou as bases da democracia moderna no seu país.

Numa carta de condolências enviada a Mariano Rajoy e também dirigida à família de Adolfo Suárez e ao povo espanhol, o primeiro-ministro português lembrou que o antigo primeiro-ministro espanhol "faz incontestavelmente parte do grupo de individualidades que teceu e moldou a recente história de Espanha e da Europa".

"Foi um democrata que, com espírito de tolerância, com assinalável visão e com grande coragem política e física, tornou possível a transição política pacífica e lançou as bases da democracia moderna no seu país", sublinhou.

Passos Coelho lembrou também que, enquanto chefe de um Governo democrático em Espanha depois do franquismo, eleito posteriormente por duas vezes, Suárez soube "impulsionar as principais reformas que deram corpo ao regime democrático e ao Estado de Direito atuais, como a legalização de todos os partidos, a amnistia dos presos políticos e a redação da nova Constituição, aprovada em referendo em 1978".

O primeiro-ministro português salientou também que Adolfo Suárez foi um amigo de Portugal, tendo contribuído para "a excelência das relações" entre os dois países.

AEROPORTO DE MADRID TERÁ O NOME DO POLÍTICO

O Ministério do Desenvolvimento aprovou, esta segunda-feira, uma ordem ministerial que irá alterar o nome oficial do aeroporto de Barajas, que será renomeado de 'Adolfo Suárez Aeroporto, Madrid-Barajas" .

O antigo primeiro-ministro espanhol Adolfo Suárez morreu no domingo em Madrid, aos 81 anos, numa clínica espanhola onde estava internado desde segunda-feira, depois de ter sofrido um agravamento do seu estado neurológico.

O corpo de Suárez está, desde as 09h00 desta segunda-feira (08h00 em Lisboa), em câmara ardente no Congresso dos Deputados, estando o funeral marcado para terça-feira em Ávila. O funeral de Estado decorre no próximo dia 31 de março na Catedral de Almudena em Madrid.

Suárez, primeiro chefe do governo de Espanha após a ditadura de Francisco Franco (1936-1975), foi um político chave na transição pacífica para a democracia.

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