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Correio da Manhã

Política

Passos Coelho não comenta caso Relvas

O primeiro-ministro considerou esta quinta-feira que Portugal está a andar "a bom ritmo" na transição para uma "economia verde", salientando que no ano passado 50 por cento da electricidade foi produzida a partir de fontes renováveis. No Rio de Janeiro, Passos Coelho recusou comentar as conclusões da ERC sobre as alegadas pressões de Miguel Relvas.
21 de Junho de 2012 às 17:55
Passos Coelho está no Rio de Janeiro para participar em cimeira do ambiente
Passos Coelho está no Rio de Janeiro para participar em cimeira do ambiente FOTO: Pilar Olivares/Reuters

Pedro Passos Coelho fez estas declarações durante uma visita a uma exposição sobre Portugal que se encontra num dos pavilhões da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável Rio+20.

O primeiro-ministro, que desde a sua chegada ao Rio de Janeiro, na quarta-feira, ainda não tinha falado aos jornalistas, subiu a um palanque deste pavilhão para elogiar e exposição sobre Portugal, que disse ter sido feita "com poucos recursos" e "em tempo recorde", acrescentando: "Este é um resultado muito positivo".

Perante a comunicação social portuguesa, Pedro Passos Coelho congratulou-se depois com a forma como Portugal está a fazer a "transição para uma economia verde inclusiva", processo que, no seu entender, "está a decorrer a bom ritmo", com "progressos" assinaláveis no aproveitamento das fontes de energia renováveis.

A seguir, os jornalistas pediram-lhe que fizesse um balanço do primeiro ano de Governo, que se assinala hoje, e questionaram-no sobre as conclusões da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) relativas ao caso que envolve o ministro-Adjunto, Miguel Relvas, e o jornal 'Público', mas Passos Coelho escusou-se a falar destes assuntos. "Não me vou pronunciar sobre matéria de política interna nesta altura. Não o costumo fazer e não o vou fazer aqui também", respondeu o primeiro-ministro, quando questionado sobre as conclusões da ERC.


Quanto ao primeiro ano de governação, Passos Coelho afirmou que o balanço vai ser feito na reunião alargada do Governo que está marcada para domingo.

O primeiro-ministro aceitou, no entanto, responder a uma pergunta sobre a forma como a pobreza está a ser combatida em Portugal.

"Não podemos olhar apenas para o curto prazo", considerou Passos Coelho, defendendo que Portugal já viveu uma "ilusão grande" de crescimento, entre 1995 e 1999, e agora está finalmente a dar os passos necessários para crescer sustentadamente, através de um "ajustamento económico", de uma "agenda de transformação estrutural da economia" e da "estabilização financeira".

No final deste período de perguntas, os jornalistas tentaram que o primeiro-ministro falasse do encontro que teve com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, na quarta-feira, mas o primeiro-ministro alegou não ter tempo, por estar atrasado para chegar à sessão plenária da Rio+20, onde hoje vai discursar.

Antes, Passos Coelho referiu que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, acabou por não o acompanhar na sua visita a esta exposição sobre Portugal, conforme estava previsto. "Em função do pequeno atraso que registámos, está já em reuniões bilaterais com membros do Governo brasileiro e, portanto, não pôde vir", justificou.

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