Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
5

Passos Coelho: "Nós sabemos para onde vamos"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou neste sábado que o Governo sabe para onde vai, depois de ser questionado sobre a advertência feita pelo Presidente da República, Cavaco Silva, de que Portugal precisa de ter um rumo.
6 de Outubro de 2012 às 12:19
"Nós sabemos para onde vamos. Nós queremos cumprir o nosso memorando de entendimento, isso é crítico para Portugal", disse o primeiro-ministro
'Nós sabemos para onde vamos. Nós queremos cumprir o nosso memorando de entendimento, isso é crítico para Portugal', disse o primeiro-ministro FOTO: Reuben Piscopo/EPA


À margem da cimeira ‘5+5’, em Malta, a comunicação social perguntou a Passos Coelho se entendia como um recado ao Governo a advertência de Cavaco Silva sobre a necessidade de "encontrar um rumo de futuro", feita na sexta-feira, no seu discurso nas comemorações do 5 de Outubro.

"Nós sabemos para onde vamos. Nós queremos cumprir o nosso memorando de entendimento, isso é crítico para Portugal", respondeu o primeiro-ministro.

Segundo Passos Coelho, o cumprimento do Programa de Assistência Económica e Financeira é importante não só para Portugal, mas também para a Europa, e os portugueses têm consciência disso: "Eu estou convencido de que essa é a única explicação pela qual os portugueses vêm observando as políticas difíceis que têm vindo a ser executadas".

O primeiro-ministro defendeu que essas "políticas difíceis" vão permitir a Portugal reduzir o défice interno, o défice externo e conseguir financiar-se nos mercados de forma "criar emprego, trazer de novo o investimento a Portugal e poder, portanto, iniciar um período de recuperação económica".

"Esse é o nosso objectivo e é o nosso programa, assumido com toda a clareza. E é esse que estamos a cumprir", rematou Passos Coelho.

Em seguida, os jornalistas perguntaram-lhe se concorda que o Governo anunciou para 2013 um "enorme aumento de impostos", e o primeiro-ministro disse que não iria "comentar nenhuma expressão nem nenhum discurso que tenha sido feito em Portugal".

Confrontado com o facto de esta expressão ter sido utilizada pelo ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, Passos Coelho acrescentou: "Se é do senhor ministro das Finanças, julgo que não precisa de fazer a pergunta."

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)