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Correio da Manhã

Política
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Passos: Comentários à Defesa têm "pouca adesão com realidade portuguesa"

O líder social-democrata considerou esta sábado que a opinião que um embaixador norte-americano expressou sobre as Forças Armadas ou o Ministério da Defesa é um assunto entre ele e o seu Governo e "tem pouca adesão com a realidade portuguesa".
26 de Fevereiro de 2011 às 14:23
Passos Coelho
Passos Coelho

"A opinião que um embaixador americano possa ter expressado em correspondência para com o seu Governo sobre as Forças Armadas portuguesas ou sobre o Ministério da Defesa não me merecerão mais comentário do que o assunto vale, que é um assunto do próprio Governo americano com o seu próprio Governo, tem pouca adesão com a realidade portuguesa", afirmou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas à saída da última sessão da revisão do programa do partido.

Lamentando os termos que são utilizados na correspondência, Passos Coelho defendeu ainda que as Forças Armadas portuguesas não devem ser retratadas dessa forma.

"As Forças Armadas portuguesas não só são uma instituição prestigiada, como não devem ser retratadas nesses termos ainda que por intermédio do Ministério da Defesa seja por quem for. Lamento que isso tenha sucedido", sublinhou.

O semanário Expresso publica hoje excertos de telegramas enviadas em 2009 pelo então embaixador norte-americano em Lisboa, Thomas Stephenson, nos quais este diz que a política de compras de armamento do Governo português "é guiada pelo desejo de ter brinquedos caros".

"No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O Ministério compra armamento por questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)", pode ler-se no telegrama/relatório citado pelo Expresso.

Além do negócio dos submarinos, que o embaixador diz não serem "o investimento mais sensato", Stephenson comunica ainda a Washington as suas críticas quanto à compra de fragatas holandesas (em detrimento das norte-americanas), dos helicópteros para substituir os Puma (mais uma vez europeus em detrimento dos norte-americanos) e da aquisição de 36 carros de combate Leopard à Holanda.

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