Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

Passos condena “acto ilegítimo” na Guiné-Bissau

O primeiro-ministro afirmou nesta segunda-feira que o envio de militares portugueses para a zona da Guiné-Bissau é "uma pura acção de prevenção" para "salvaguardar interesses de cidadãos portugueses", mas que até agora não houve qualquer pedido "emergente de intervenção".
16 de Abril de 2012 às 14:19
"Trata-se de um golpe militar absolutamente ilegítimo ocorrido durante um processo eleitoral democrático e com instituições sufragadas democraticamente no pleno uso dos seus poderes", criticou
'Trata-se de um golpe militar absolutamente ilegítimo ocorrido durante um processo eleitoral democrático e com instituições sufragadas democraticamente no pleno uso dos seus poderes', criticou FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

"É sabido que por ordem do Governo, e por instrução minha directa, as Forças Armadas portuguesas aprontaram uma força que tem como missão a eventual necessidade de resgate de cidadãos portugueses na Guiné-Bissau e não qualquer outra, esses meios têm estado em movimento de modo a que possam estar operacionais caso essa eventualidade se venha a colocar, trata-se de uma pura acção de prevenção destinada a salvaguardar os interesses dos cidadãos portugueses", afirmou Pedro Passos Coelho.

O chefe do Governo, que falava aos jornalistas no final de uma visita à Base Aérea nº6, no Montijo, disse esperar que não venha a ser necessário evacuar cidadãos portugueses da Guiné e que "a legalidade possa ser rapidamente reposta".

Passos Coelho adiantou que "Portugal tem estado activo no plano diplomático, seja ao nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde já suscitou esta matéria juntamente com o Brasil, seja relativamente ao espaço da CPLP" com "intensas reuniões nos últimos dias que permitem apontar para uma consonância e articulação de posições".

"Trata-se de um golpe militar absolutamente ilegítimo ocorrido durante um processo eleitoral democrático e com instituições sufragadas democraticamente no pleno uso dos seus poderes", criticou Passos.

O primeiro-ministro sublinhou ainda que "toda a acção de condenação internacional deverá ter em conta não apenas a necessidade de salvaguardar fisicamente a integridade de todas as autoridades legítimas da Guiné, como ainda de apontar para a construção de um cenário de reposição da legalidade e estabilidade no território".

guiné bissau guiné cplp passos coelho militares portugal golpe
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)