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Correio da Manhã

Política
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Passos: "Eu acredito no meu País, eu acredito na Europa"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse este domingo na Guarda, que, apesar do actual momento de crise, acredita em Portugal e na Europa.
19 de Fevereiro de 2012 às 18:36
Passos Coelho disse ter conhecimento da existência de portugueses "que estão a viver momentos muito difíceis"
Passos Coelho disse ter conhecimento da existência de portugueses 'que estão a viver momentos muito difíceis' FOTO: Nuno André Ferreira/ Lusa

"Não tenho uma mensagem mais forte para Portugal hoje, que não seja a de dizer: eu acredito no meu País, eu acredito na Europa", afirmou o também presidente do PSD num encontro com militantes, promovido pela Comissão Política Distrital da Guarda.

Passos salientou que acredita que o País vai ultrapassar a "crise terrível" em que está mergulhado, por saber "que não são cidadãos tecnocratas" que estão "por trás de grandes estudos, que vão tomar as decisões mais relevantes".

Disse que "as decisões mais relevantes podem e devem ser tomadas por cada um dos portugueses no dia-a-dia", referindo que Portugal "vai ter de ser um País mais aberto, mais forte e mais competitivo".

Passos Coelho passou grande parte da intervenção a falar sobre a actual crise que afecta Portugal e sobre as medidas tomadas pelo Governo para as ultrapassar, assumindo que "a confiança externa no País é hoje muito maior" e que os resultados das medidas tomadas "já são visíveis".

Referiu também que "quando aparecem algumas vozes socialistas preocupadas por o ministro das Finanças da Alemanha ter vindo dizer que, se nós precisássemos depois de algum ajustamento, que a Alemanha lá estará para nos ajudar, esquecem o essencial".

"Nós não sabemos se precisaremos disso ou não. Esperemos que não. Esperemos poder pôr as nossas contas em ordem na altura devida, com o apoio que nos deram", observou.

O líder do PSD referiu ainda que o Governo enfrentou os problemas do País e procurou soluções.

"Não podemos andar a varrer os problemas para debaixo do tapete e fazer de conta que as dificuldades não são muitas. Parceria de tolos. Já houve tempo em que os portugueses ouviam os seus governantes falar e perguntavam-se onde é que aquela gente viveria, se não teriam noção" das dificuldades, observou.

Passos Coelho disse ainda ter conhecimento da existência de portugueses "que estão a viver momentos muito difíceis".

Para ultrapassar a situação defendeu a união e a necessidade de "acreditar muito na capacidade e na iniciativa dos portugueses".

Defendeu também que, no actual contexto económico, os bancos "precisam cada vez mais de dar menos crédito" para a habitação, para as empresas públicas e para o consumo.

"Precisam de dar mais crédito para a agricultura, para a indústria, para as empresas que têm capacidade exportadora e que, de um modo geral, não conseguem ir buscar mais do que seis por cento do crédito que os bancos conseguem dar", disse.

Na opinião do líder nacional do PSD, em Portugal é preciso "financiar menos o imobiliário e mais a indústria e a agricultura".

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