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Correio da Manhã

Política
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Passos não mexe mais nas pensões

Garante que não fará mais nenhuma proposta até 2015, mas exige ao PS um acordo pré-eleitoral para resolver o problema da Segurança Social.
16 de Agosto de 2014 às 11:22
Passos Coelho à chegada ao calçadão de Quarteira, antes de fazer discurso de rentrée
Passos Coelho à chegada ao calçadão de Quarteira, antes de fazer discurso de rentrée FOTO: Luís Forra/Lusa

O primeiro-ministro e líder do PSD garantiu, na Festa do Pontal, no Algarve, que não vai mexer mais nas reformas até ao final da legislatura, na sequência de mais um chumbo Constitucional ao corte nas pensões. "Quero garantir que, como primeiro-ministro, não farei rigorosamente mais nenhuma proposta para reformar a Segurança Social."

E como Passos Coelho entende que a sustentabilidade da Segurança Social "é um problema do País", desafiou o maior partido da Oposição a fazer um acordo pré-eleitoral.

"Está na altura de dizer ao PS que estamos disponíveis para, antes das eleições, firmar uma reforma da Segurança Social que tenha o contributo dos socialistas", sublinhando que, no meio da disputa interna, o PS "há de encontrar tempo para dizer o que pensa". E sintetizou: "Ganhe quem ganhar as eleições, a seguir a 2015 faremos a reforma que pudermos acordar daqui até às eleições."

Num discurso em que admitiu que será recandidato a primeiro-ministro em 2015, falou ainda de um País "novo" e atacou práticas do passado, em que "certos privilégios se iam reproduzindo de ano em ano pelo Governo e para quem estava na banca". "Onde era preciso ser amigo do Governo para ter empréstimos", ilustrou. E deixou a promessa: "Seja na Oposição, seja no PSD, continuarei a bater-me sempre para que Portugal nunca mais pague o preço da bancarrota, que reparte injustamente os benefícios sociais e os prejuízos privados."

Num discurso inflamado, e apesar de não se referir ao BES, Passos subscreveu a solução do regulador de separar a instituição em dois bancos, ao dizer que se o Governo não optasse pela separação de poderes estar-se-ia a apostar em "bases podres".

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