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Correio da Manhã

Política
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Passos: Objetivo não é ganhar eleições

"Prefiro ser julgado por ter decidido mal do que por não ter decidido", disse o primeiro-ministro.
16 de Agosto de 2013 às 23:20
Passos Coelho durante o discurso na festa do Pontal, que assinal a rentrée do PSD
Passos Coelho durante o discurso na festa do Pontal
Passos Coelho durante o discurso na festa do Pontal, que assinal a rentrée do PSD
Passos Coelho durante o discurso na festa do Pontal
Passos Coelho durante o discurso na festa do Pontal, que assinal a rentrée do PSD
Passos Coelho durante o discurso na festa do Pontal

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falou esta sexta-feira ao País, durante a festa do Pontal, em Quarteira, e assegurou que Portugal "nunca esteve tão próximo de alcançar os seus objetivos: Cumprir o programa de ajuda externa e resgatar a nossa economia".

Passos Coelho fez questão de sublinhar o facto da economia portuguesa ter registado, no segundo trimestre deste ano, "um dos melhores desempenhos macroeconómicos dos últimos tempos".

Segundo o primeiro-ministro, tal deve-se "à capacidade de manter o rumo que nos trouxe aqui (...) sabemos para onde queremos ir ". No entanto, Passos Coelho garante que todo o esforço que está a ser feito, "não tem como objetivo ganhar as eleições".

Apesar do discurso otimista, o primeiro-ministro afirmou ser necessário "olhar com prudência para os resultados da economia no segundo trimestre", garantindo que o caminho a seguir "não é linear" e que ninguém pode "tomar por adquirido que a crise acabou".

"É preciso manter uma atenção permanente aos mais deprotegidos", afirmou Passos Coelho. No entanto, o líder do PSD admitiu: "Muitas vezes, as políticas sociais são um pouco cegas. Temos tentado ser justos".

"Prefiro ser julgado por ter decidido mal do que por não ter decidido", acrescentou.

PASSOS ELOGIA PORTUGUESES

O chefe do Executivo fez questão de elogiar todos os portugueses pelo seu esforço, principalmente os desempregados e os empresário por não desistirem de procurar e garantir postos de trabalho.

No seu discurso, o primeiro-ministro enalteceu também o trabalho das autarquias, que "desempenham uma função crítica" na estrutura política de hoje e que são "um exemplo" no que diz respeito à redução orçamental.

Passos Coelho pressionou ainda o Tribunal Constitucional, lembrando que qualquer decisão dos juízes do Palácio Ratton "não afetará simplesmente o Governo", mas todo o País.

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