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Correio da Manhã

Política
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Passos: Reduções de despesa chegaram ao limite

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sustentou esta terça-feira que as reduções de despesa compatíveis com a manutenção da actual estrutura do sector público chegaram muito perto do limite e que por isso se impõe uma reforma estrutural do Estado.
30 de Outubro de 2012 às 11:11
Passos Coelho convidou PS para refundar o acordo de ajuda externa
Passos Coelho convidou PS para refundar o acordo de ajuda externa FOTO: Direitos Reservados

"As reduções de despesa compatíveis com a manutenção da actual estrutura do sector público chegaram muito próximo do seu limite com os cortes efectuados em 2011 e 2012 e com os que estão previstos para 2013", declarou Pedro Passos Coelho, na abertura do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2013 na generalidade, na Assembleia da República.

O primeiro-ministro alegou que "existe hoje um consenso amplo no País de que é preciso fazer uma reforma estrutural do Estado" para ultrapassar a actual crise, porque Portugal tem "problemas que não podem ser resolvidos com aumentos de impostos ou com mais compressão da actual estrutura de despesa".

Pedro Passos Coelho justificou assim o facto de ter falado numa "refundação" do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) a Portugal, para a qual convidou o PS.

O líder do PS, António José Seguro, já declarou que a proposta de Passos Coelho para refundar o memorando é a "confissão" de que a política do Governo "falhou".

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda, considerou, por seu turno, no debate que Passos Coelho não vem (ao Parlamento) apresentar o Orçamento de Estado para 2013, mas para o "despachar".

Esta é a primeira vez, em treze anos, que o BE não tem Francisco Louçã a confrontar o primeiro-ministro no debate orçamental.

 

 

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