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Correio da Manhã

Política
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Passos diz que é tempo de fazer reforma do Estado

Primeiro-ministro não quer discutir coligação e defende reforma do Estado.
Lusa 28 de Outubro de 2014 às 15:40
Passos Coelho não quer, para já, ouvir falar sobre a coligação
Passos Coelho não quer, para já, ouvir falar sobre a coligação FOTO: António Cotrim/Lusa

O presidente do PSD e primeiro-ministro escusou-se a falar de uma eventual coligação pré-eleitoral com o CDS-PP, considerando que essa questão "vem completamente a destempo", e contrapondo como prioridade atual a reforma do Estado.

"Eu não vou introduzir a questão da coligação no debate político. Acho que ela vem completamente a destempo, não levam a mal", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, na Madalena do Pico, nos Açores, durante a sua primeira visita oficial a esta região autónoma enquanto primeiro-ministro.

"Percebo que possa existir interesse por parte da comunicação social ou até de outros atores políticos nessa matéria. Eu agora estou concentrado na questão orçamental, em reformas importantes que levámos ao parlamento: a reforma da fiscalidade verdade, a reforma do IRS. Há outras reformas importantes que têm de andar e que terão de ter desenvolvimento até ao final do ano, nomeadamente ao nível da reforma do Estado", acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

Responsabilidade de Portas

Dentro do Governo, a responsabilidade pela coordenação da reforma do Estado foi atribuída ao vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas.


Passos Coelho reforçou a relevância que atribui à reforma do Estado no último ano da legislatura: "Uma parte importante - convém ter presente - de objetivos que nós temos de poupanças para 2015 depende de decisões que nós vamos tomar no quadro da reforma do Estado, seja ao nível da simplificação administrativa, ao nível das estruturas públicas, ao nível da requalificação de trabalhadores".


Por outras palavras, insistiu: "Há um conjunto muito largo de compromissos orçamentais que dependem agora da forma como nós vamos organizar esse processo de reforma do Estado durante o próximo ano".


Segundo o primeiro-ministro, "haverá um tempo" em que a forma como PSD e CDS-PP se vão apresentar às legislativas, juntos ou coligados, será discutida entre os dois partidos e decidida, mas não é agora.

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