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Correio da Manhã

Política
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Paulo Morais disposto a contar tudo

O vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Paulo Morais, não quis ontem comentar a polémica entrevista que deu à revista ‘Visão’, limitando-se a dizer aos jornalistas que o esperavam na Quinta de Bonjóia, no Porto, que só falava do assunto a partir da próxima terça-feira, depois de prestar declarações no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), para onde foi convocado a apresentar- -se, às 14 horas, por uma procuradora do Ministério Público.
29 de Agosto de 2005 às 00:00
Paulo Morais visitou a feira e não quis falar da entrevista à ‘Visão’
Paulo Morais visitou a feira e não quis falar da entrevista à ‘Visão’ FOTO: Baía Reis
Ao ver tantos jornalistas à sua espera, Paulo Morais ironizou comentando que não estavam ali para o acompanhar na visita à Feira do Mundo Rural, mas sim por outra razão.
Apesar das insistências, Paulo Morais foi peremptório: “Sobre a entrevista não me pronuncio. Só depois de sair do DCIAP é que falarei com toda a gente interessada no assunto”.
Recorde-se que o vice-presidente da Câmara do Porto e vereador do Urbanismo, que não integra a lista de Rui Rio às próximas eleições autárquicas, veio para a ribalta por ter denunciado a pressão de membros de partidos e do actual e anterior Governo para “dar luz verde” a projectos que não reuniam condições para serem aprovados.
Paulo Morais referiu-se então à “corrupção” em alguns projectos aprovados por certas câmaras municipais e a “promiscuidade” entre forças políticas, empreiteiros e advogados”. O caso originou polémica no Porto, com o PS, o Bloco de Esquerda e a CDU a pedirem a intervenção de Rui Rio, que ainda nada disse sobre o assunto.
FEIRA DO MUNDO RURAL
O vice-presidente da Câmara do Porto e vereador do Urbanismo há dez meses visitou ontem a Feira do Mundo Rural, que decorreu durante o fim-de-semana nos jardins da Quinta de Bonjóia, em Campanhã.
Paulo Morais percorreu demoradamente os ‘stands’ da feira, onde estavam expostos vinhos, azeite, compotas e uma diversidade de produtos biológicos e da montanha, inteirando-se da forma como são concebidos.
Num dos ‘stands’, onde Paulo Morais demorou mais algum tempo, José Garrido, de Gondomar, vendia produtos agrícolas e explicou a forma natural como cultivava as cebolas, cenouras, melões, melancias, couves, alfaces, sem recorrer a pesticidas ou insecticidas. “A alimentação natural tende a instalar-se, mas já há muita gente que a prefere, por ser saudável”, afirmou José Garrido.
Antes de abandonar o local, Paulo Morais visitou a exposição de homenagem a Fernando Galhano, de desenho etnográfico de têxteis, sistemas de secagem de cereais, agricultura, artesanato e engenhos de azeite.
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