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Paulo Raimundo defende que derrota do pacote laboral abre "novo caminho"

Secretário-geral do PCP alertou que o novo caminho "não pode ser de destruição do Serviço Nacional de Saúde nem de aumento brutal dos preços e do custo de vida".

29 de junho de 2026 às 20:48

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu esta segunda-feira, no Porto, que a força da mensagem que saiu das ruas na derrota do pacote laboral é "maior do que aquilo que travou" e abre condições para "um novo caminho".

"A mensagem que saiu das ruas [tem] significado que é muito maior do que aquilo que travou. Porque se esta força imensa que derrotou o pacote laboral, que travou uma das peças mais importantes da ofensiva do Governo, se tomar a consciência de que essa força tem força suficiente não só para travar, mas para abrir o caminho que se impõe, então isto muda, muda mesmo. Essa é a grande questão que está colocada", afirmou o dirigente comunista.

A marcha "Luta, caminho da Vitória - Salários, Pensões, Serviços Públicos -- Novo Rumo para Portugal", entre a Praça a Batalha e a Rua de Santa Catarina, reuniu mais de 300 pessoas, que não se cansaram de assinalar o chumbo da revisão do pacote laboral.

Alertando, todavia, que o novo caminho "não pode ser de destruição do Serviço Nacional de Saúde nem de aumento brutal dos preços e do custo de vida", Paulo Raimundo voltou aos preços dos combustíveis, para assinalar que apesar dos preços tenderem a baixar no plano internacional, "custa a vir essa baixa" para o bolso dos portugueses.

Depois de no domingo ter feito uma breve descrição do que é a direita em Portugal, classificando a IL de "lebre política" por ser quem "define qual é o horizonte político", o Chega de "abre-latas, pois é aquele que faz muito barulho para abrir caminho para que a política se concretize" e ainda "o PSD e o CDS, agora de turno, a concretizar isto", Paulo Raimundo, instado pela Lusa a descrever como é a esquerda nacional foi menos expressivo.

Sobre isso, em vezes da análise, preferiu falar em prioridades, destacando que o país precisa de "uma esquerda, nas suas diferenças, que não se aliasse nem desse a mão à direita".

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