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Correio da Manhã

Política
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Paulo Teixeira acusado de burla

O presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Paulo Teixeira, vai responder em Tribunal por alegada prática de três crimes – burla qualificada, falsificação de documento e uso de documento falso – incorrendo numa pena de oito anos de cadeia. Esta notícia surge precisamente no dia em que o autarca do PSD anunciou, a uma rádio local, que irá recandidatar-se a um terceiro mandato nas eleições de 2009.
22 de Outubro de 2006 às 00:00
Ao que o CM apurou, o julgamento, marcado para 17 de Janeiro e que tem mais cinco arguidos, pode nem sequer vir a realizar-se, uma vez que está pendente, para apreciação no Tribunal da Relação do Porto uma contestação apresentada por Paulo Teixeira.
O caso, originado por uma denúncia do PS local em 1999, tem por pano de fundo a alegada venda, por duas vezes, de uma parcela de terreno para as obras da feira, na freguesia de Sobrado.
De acordo com a acusação, Ivone Teixeira (mãe do autarca) terá vendido em 1985 à Câmara uns terrenos. Um dos três artigos matriculados é depois vendido por Paulo Teixeira, em 1997, que afirma, na contestação, nunca este ter constado da escritura de compra e venda celebrada entre a sua família e a autarquia.
Sobre este processo, Paulo Teixeira remete-se, para já, ao silêncio.
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