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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

PCP acusa Chega de ser "instrumento vocal do capital"

Líder comunista enumerou as cinco condições que passam por "ter assento, lugar, no Tribunal Constitucional, no Conselho de Estado e no Conselho Superior de Magistratura".

11 de abril de 2026 às 22:47

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou este sábado o Chega de ser um dos "instrumentos mais barulhentos e vocais do capital", ao impor condições para aprovar o pacote laboral.

"Parece estratégia, impor o pacote laboral, mas contam [o PSD, CDS-PP e a Iniciativa Liberal] com os seus instrumentos. Um dos instrumentos mais barulhentos e mais vocal do capital é o Chega que já apresentou cinco condições para aprovar o código laboral", acusou Paulo Raimundo.

O líder comunista enumerou as cinco condições que passam por "ter assento, lugar, no Tribunal Constitucional, no Conselho de Estado e no Conselho Superior de Magistratura".

"Manter a trajetória e acentuar descida do IRC e da derrama estadual e, quinta imposição, manter, e se possível aumentar, todo o espaço que tem do ponto de vista mediático para manter a demagogia, o ódio, a inverdade e a divisão entre aqueles que trabalham e depois há o folclore, mas estas são as cinco imposições", afirmou.

Paulo Raimundo falava no encerramento da XIII Assembleia de Organização Regional de Viseu, em que salientou que o Governo diz que o pacote laboral "é uma lei moderna e que isso é melhor para o país".

"Mas, só apetece perguntar se é melhor para o país deles, porque para o país de quem trabalha, ainda mais precariedade na vida e no trabalho, com consequências nos salários, com mais precariedade, não tem nada de moderno, só serve alguém, mas não aos trabalhadores e aos jovens", defendeu.

Neste sentido, e com o intuito de "reforçar mais o partido", Paulo Raimundo apelou a todos os militantes para darem "um pouco mais de si", assim como "à presença de novos lutadores organizados" para se juntarem às lutas do PCP e nas manifestações da sociedade.

"Este pacote laboral que, já hoje é negativo na atual lei, não altera nada, ainda acrescenta o que vem de novo que é só para piorar o que já hoje é negativo e os trabalhadores não vão tolerar isto. Um pacote laboral está rejeitado e é só mais um empurrão e o pacote vai ao chão", sublinhou.

O líder comunista fez ainda referência à manifestação marcada para sexta-feira, em Lisboa", apelando à participação de "todos contra o pacote laboral e também contra o aumento dos custos de vida, mas também para afirmar que os que trabalham não precisam de mais precariedade e de ataque aos direitos".

"Os trabalhadores não precisam de mais ataques, não precisam de uma vida pior, precisam e merecem respeito, dignidade, salários, estabilidade, mais tempo para viver em particular com as suas famílias", insistiu.

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