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PCP diz estar em curso uma "operação de limpeza de responsabilidades" de Governo, Chega e IL

Paulo Raimundo culpa os três partidos pelo aumento do cabaz alimentar e acusa-os de conivência com o uso das Lajes para bombardear o Irão.

09 de abril de 2026 às 15:03

O secretário-geral do PCP disse esta quinta-feira estar em curso uma "operação de limpeza de responsabilidades" do Governo, Chega e IL, responsabilizando-os pelo aumento de "cada cêntimo" e acusando-os de conivência com o uso das Lajes para bombardear o Irão.

Paulo Raimundo esteve na manhã desta quinta-feira numa ação de contacto com os trabalhadores da Segurança Social, em Lisboa, com o objetivo, explicou aos jornalistas, de passar uma mensagem de condenação da guerra e afirmação da paz, bem como a ideia de que "não podem ser os trabalhadores, as populações e a juventude a pagar as consequências de uma guerra" pela qual não são responsáveis.

Depois, o secretário-geral denunciou o que disse ser uma "operação de limpeza de responsabilidades" dos partidos do Governo PSD/CDS-PP, bem como da IL e do Chega.

"Foram coniventes até com a entrega da base das Lajes para ser um entreposto de drones assassinos, para bombardear o povo iraniano, e estão a procurar agora, diria assim, lágrimas de crocodilo e sacudir responsabilidades, e não vão sacudir, porque são coniventes e são responsáveis por cada cêntimo do aumento de cada um dos preços", acusou.

Raimundo acusou o Governo de ser "muito ativo no apoio à guerra" e que isso fica demonstrado pelas movimentações na Base das Lajes e lamentou que, embora todos queiram falar de medidas para responder aos impactos do conflito, haja "palavras proibidas" à direita: "Margens de lucro. Toda a gente quer medidas no plano fiscal, mas ninguém quer ir às margens de lucro".

Questionado sobre o cessar-fogo de duas semanas acordado entre Estados Unidos e Irão, o líder do PCP começou por argumentar que está em causa uma "guerra completamente ilegal e criminosa que nunca devia ter começado" e disse achar "extraordinariamente interessante a forma como os responsáveis e quem apoia esta guerra têm encontrado para falar sobre ela".

"Dizem que há um conflito no Estreito de Ormuz. Não, isto não é um conflito no Estreito de Ormuz. Isto é um bombardeamento e uma guerra ilegal perante um país soberano", frisou, acrescentando, sobre o cessar-fogo, que "tudo o que sejam ações para acaba com a situação dramática dos povos, para acabar com a guerra, são ações positivas".

Raimundo sublinhou que é de paz "que os povos precisam", em particular o povo iraniano, mas também o povo libanês, o palestiniano e "os povos de todo o mundo que estão a ser alvos, a esta hora, de bombardeamentos".

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