page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

PCP quer saber se Bruxelas vai tentar libertar ativista portuguesa detida na Líbia

Ativista integrava uma flotilha humanitária terrestre destinada à Faixa de Gaza.

26 de maio de 2026 às 22:25

O eurodeputado do PCP perguntou, esta terça-feira, à Comissão Europeia se vai tentar garantir a libertação da ativista portuguesa que foi detida na Líbia quando integrava uma flotilha humanitária terrestre destinada à Faixa de Gaza.

Numa pergunta dirigida à Comissão Europeia e ao Conselho da União Europeia (UE), João Oliveira refere que a flotilha humanitária em questão, designada "Global Sumud Maghreb", tem como objetivo "levar urgente ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza, que se vê impedida de aceder a bens essenciais à sobrevivência em consequência do criminoso bloqueio imposto por Israel".

"No passado dia 24 de maio, dez ativistas daquela caravana humanitária internacional foram intercetados e detidos em Sirte, no leste da Líbia, quando tentavam garantir a passagem por um controlo de segurança", recorda.

O eurodeputado do PCP salienta que, desde então, "os dez ativistas, em que se inclui uma cidadã portuguesa, encontram-se incomunicáveis e sem se conhecer o seu paradeiro".

João Oliveira pergunta assim à Comissão Europeia e ao Conselho da UE "que diligências pretendem tomar para apurar o paradeiro da cidadã portuguesa e assegurar os seus direitos, assim como dos restantes membros da caravana humanitária internacional".

"Vai intervir pela libertação da cidadã portuguesa e dos restantes ativistas da caravana humanitária e apelar à sua livre circulação até Gaza?", questiona.

O eurodeputado do PCP quer também saber que diligências estão a ser desenvolvidas, "no plano das relações internacionais, com vista ao fim do criminoso bloqueio imposto contra a população palestiniana na Faixa de Gaza, das violações do direito internacional por parte de Israel e à concretização do Estado da Palestina, como determinam há décadas as resoluções da ONU".

Noutra pergunta, igualmente dirigida ao Conselho da UE e à Comissão Europeia, João Oliveira aborda o caso da flotilha humanitária marítima Global Sumud, "atacada no dia 18 de maio por forças militares israelitas, a cerca de 463 quilómetros da Faixa de Gaza".

"Aquele ataque levou à detenção dos 430 membros da flotilha, incluindo cidadãos portugueses. Foram divulgadas imagens de militares a espancar, arrastar, empurrar e imobilizar ativistas, enquanto o ministro israelita Ben-Gvir lhes dirigia palavras de humilhação", refere João Oliveira.

O eurodeputado do PCP frisa que "alguns dos membros da flotilha relataram atos de violência e tortura física, psicológica e sexual", defendendo que o tratamento a que foram submetidos é "inaceitável, indigno e desumano" e insere-se "na sistemática violação do direito internacional por Israel".

"A UE tem obrigação de agir para pôr fim a esta barbárie. O silêncio ou a falta de denúncia e condenação desta situação são política e moralmente inaceitáveis", sustenta.

João Oliveira pergunta assim às duas instituições se vão condenar a atuação de Israel e que medidas tencionam tomar perante a situação em questão.

"Que medidas vão tomar para assegurar a urgente ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza?", pergunta ainda.

O eurodeputado do PCP quer ainda saber como é que as duas instituições justificam a manutenção do Acordo de Associação UE-Israel "face às violações dos direitos do povo palestiniano e aos crimes cometidos pelas autoridades israelitas".

Uma ativista portuguesa integra um grupo avançado de uma caravana humanitária que está retido pelas autoridades do leste da Líbia e incontactável desde domingo, alertou esta segunda-feira o movimento Global Sumud Land, que pretende levar ajuda a Gaza por terra.

Além da ativista portuguesa, integram o grupo avançado uma outra espanhola, uma polaca, uma norte-americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos, parte dos mais de 350 cidadãos - entre médicos, professores, engenheiros e jornalistas - de 30 países que saíram há cerca de um mês da Mauritânia.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8