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Correio da Manhã

Política
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PCP: Reduzir salários para combater desemprego é "inaceitável"

O secretário-geral do PCP defendeu este domingo, em Sines, que a indicação da 'troika' de reduzir os salários para combater o desemprego é "escandalosa e inaceitável", tendo em conta a realidade portuguesa.
27 de Maio de 2012 às 15:17
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP FOTO: LUSA / ANTONIO COTRIM

"Até aqui, era a rigidez das leis laborais. Agora que a lei foi aprovada, são os salários a causa do desemprego", afirmou Jerónimo de Sousa no final da IV Assembleia da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP, que decorreu este domingo em Sines.

Segundo o líder comunista, tal é "inaceitável", tendo em conta que, em Portugal, um terço dos trabalhadores ganham menos de 600 euros por mês e um quarto da população activa ganha menos de 310 euros líquidos".

Denunciando o desequilíbrio na "distribuição dos sacrifícios", Jerónimo de Sousa comparou o aumento dos salários dos presidentes das vinte grandes empresas cotadas na bolsa portuguesa, "que subiram 5,3 por cento em 2011", com a média dos salários dos trabalhadores nessas mesmas empresas, que "caiu cerca de 11 por cento".

"Cada vez há mais gente que empobrece a trabalhar, enquanto outros amassam fortunas fabulosas", disse.

O líder comunista também não poupou críticas ao PS, apelidando de "adendazinha" a adenda sobre crescimento e emprego ao Tratado Orçamental da União Europeia proposta por aquele partido.

"Diga lá o PS como é que se consegue o crescimento económico com as medidas do pacto de agressão que assinaram", afirmou.

Jerónimo de Sousa deixou a seguir a sua solução: investimento produtivo, aumento da produção, dignificação de quem trabalha e renegociação da dívida.

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