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Correio da Manhã

Política
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PCP: “Trabalhadores não dão tréguas ao Governo”

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu que a adesão aos protestos deste sábado demonstra que os trabalhadores não vão "dar tréguas" ao Governo", considerando a continuação dessa luta "determinante para o futuro que aí vem".
1 de Outubro de 2011 às 17:55
Jerónimo de Sousa afirmou que "trabalhadores não estão dispostos a dar tréguas a uma guerra que lhes foi declarada pelo Governo"
Jerónimo de Sousa afirmou que 'trabalhadores não estão dispostos a dar tréguas a uma guerra que lhes foi declarada pelo Governo' FOTO: Hugo Delgado/Lusa

"A luta e a sua continuação vai ser o elemento determinante para o futuro que aí vem. Num quadro em que eles dizem que não vale a pena lutar, em que dizem que tudo é inevitável, esta grande resposta demonstra que os trabalhadores portugueses não estão dispostos a dar tréguas a uma guerra que lhes foi declarada pelo Governo", afirmou Jerónimo de Sousa à Lusa na avenida da Liberdade.  

O secretário-geral comunista saudou o protesto, convocado pela CGTP, que tinha à "cabeça" os trabalhadores da empresa de camionagem TNC, e, distribuindo cumprimentos, subiu junto da janela dos camiões que "abriam" a manifestação. "Perante a gravidade da ofensiva, a sua dimensão, a sua profundidade, que tem como eixo central o aumento da exploração dos trabalhadores, obviamente tínhamos que apoiar esta manifestação", declarou.  

Expressando que os comunistas estão "profundamente animados, confiantes e solidários" com o protesto, Jerónimo de Sousa prevê o endurecimento dos protestos no futuro, que o PCP promete continuar a apoiar.  

O líder comunista sublinhou, assim, que "o PCP vai cumprir o seu compromisso de honra com os trabalhadores e o povo, que fez durante a campanha eleitoral, vai continuar a luta para uma mudança, para um futuro melhor".  

"Quando nós verificamos a proposta de alteração da lei laboral, visando a destruição de direitos fundamentais, quando vemos as taxas moderadoras, o aumento dos impostos, do gás, da electricidade, então que resposta é que devemos dar?", questionou. "Essa resposta é de luta e, nesse sentido, tendo em conta o agravamento da situação em que o Governo vai passar dos anúncios à concretização das medidas, aqui estão os trabalhadores para dar resposta", defendeu.  

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