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Correio da Manhã

Política
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PCP diz que Governo e PS "não disseram tudo"

PCP defende que o Programa de Estabilidade é uma "versão ainda condicionada na sua brutalidade pelas eleições".
18 de Abril de 2015 às 19:40
 Jerónimo de Sousa participou na VIII Assembleia da Organização Regional de Lisboa do PCP
Jerónimo de Sousa participou na VIII Assembleia da Organização Regional de Lisboa do PCP FOTO: Inácio Rosa/ Lusa
O secretário-geral do PCP defendeu, este sábado, que o Programa de Estabilidade anunciado pelo Governo é uma "versão ainda condicionada na sua brutalidade pelas eleições", argumentando que tanto o executivo como o PS "não disseram tudo".

No encerramento da VIII Assembleia da Organização Regional de Lisboa do PCP, no Fórum Lisboa, Jerónimo de Sousa atacou o Governo pelo anunciado Programa de Estabilidade e Plano Nacional de Reformas, mas também o PS que, acusou, tenta passar "entre os pingos da chuva".

"O que agora o Governo apresentou e anunciou é a versão ainda condicionada na sua brutalidade pelas eleições que estão à porta. Por isso não disseram tudo", afirmou o líder comunista.

Para Jerónimo de Sousa, o executivo não disse que tem "um plano para continuar a sua ofensiva de imposição da lei da selva no trabalho, em concertação com a União Europeia e o FMI" e que "a reforma da Segurança Social para a qual apelam ao consenso dos partidos da 'troika' é para liquidar a Segurança Social pública e esmagar de forma brutal o valor das pensões e das reformas".

"Não disse o Governo e não disseram outros. Não disse o PS, que tenta passar entre os pingos da chuva, mantendo a sua vinculação às orientações e instrumentos de submissão da governação económica da União Europeia e do euro e com as quais não querem romper", acusou.

O líder do PCP disse que os socialistas querem apresentar "a solução da quadratura do círculo que estava por inventar" quando "dizem que pretendem cumprir à risca as regras da dívida e do défice previstos no pacto orçamental até 2019, mas sem austeridade, com uma reforma do Estado sem cortes, com muito crescimento".

"O PS não pode manter o equívoco. Não pode querer sol na eira e chuva no nabal", sublinhou.
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