Posição foi defendida pelo secretário-geral do PS no final de uma visita às obras em curso na linha ferroviária do Oeste, no troço entre Meleças e Torres Vedra.
O secretário-geral do PS considerou esta quinta-feira que o debate pré-eleitoral permite demonstrar que os socialistas dialogam com as forças à sua esquerda, enquanto entre os partidos de direita se assiste "à bagunça", o que indicia instabilidade.
Esta posição foi defendida por Pedro Nuno Santos no final de uma visita às obras em curso na linha ferroviária do Oeste, no troço entre Meleças e Torres Vedras, que deverá estar concluída no segundo semestre deste ano.
Uma visita em que esteve acompanhado pela cabeça de lista do PS pelo círculo de Lisboa, Mariana Vieira da Silva, e com a qual também procurou transmitir a mensagem de que "a rede ferroviária nacional está em obra".
"Apostámos na ferrovia, no transporte coletivo e na transição ambiental. Estamos aqui na linha do Oeste, que está a ser modernizada, eletrificada e melhorada a sua capacidade com redução dos tempos de viagem. Há quem fale em atrasos nestas obras, mas nos governos da direita nem sequer nisso se podia falar, simplesmente porque não havia obra", declarou, antes de rematar: "A grande diferença ente nós e eles é que nós fazemos, não adiamos", sustentou.
Perante os jornalistas, do ponto de vista político, Pedro Nuno Santos tentou colocar em contraste a forma como os debates televisivos têm decorrido entre os líderes dos partidos de esquerda e as "contradições" entre os presidentes do PSD e do Chega, respetivamente Luís Montenegro e André Ventura, sobre a formação de um Governo de direita.
"Connosco há estabilidade e progresso, mas com a direita há bagunça. Temos uma direita que não se entende, um PSD que diz rejeitar o Chega e um Chega que diz que tem garantia total de acordo [de Governo] com ou sem Luís Montenegro", apontou o líder socialista.
Depois, numa alusão à forma como têm decorrido os debates televisivos, Pedro Nuno Santos sustentou que "todos os portugueses percebem que entre os partidos de esquerda se consegue conversar com urbanidade e pensar o país".
"Mas quando olhamos para a direita o que vemos é a bagunça, a incapacidade de conversarem. À direita, temos o presidente do PSD a dizer que `não é não´ em relação a coligações com o Chega, mas o presidente do Chega a dizer que vai ser Governo se resultar das eleições uma maioria de direita. Em suma, assistimos à incapacidade de os diferentes partidos se entenderem: André Ventura quer Luís Montenegro, Luís Montenegro prefere Rui Rocha", [presidente da Iniciativa Liberal]", declarou.
Interrogado sobre sondagens que dão as forças da direita política à frente do conjunto dos partidos de esquerda, o líder socialista comentou que há estudos de opinião "para todos os gostos".
Depois, colocou em dúvida se é correto ou não somar as intenções de voto na AD (coligação PSD/CDS-PP/PPM) com as do Chega, "porque Luís Montenegro diz uma coisa e André Ventura diz outra".
"Partindo do pressuposto do líder do PSD, ou seja, que não é não, então o PSD exclui o Chega de qualquer solução de Governo. Nesse caso, se olharmos, verificamos que não há diferenças entre sondagens, já que a esquerda é sempre maioritária quando comparamos com a AD mais a Iniciativa Liberal", argumentou.
Na perspetiva de Pedro Nuno Santos, os portugueses "têm uma campanha pela frente, com a certeza de que a direita não se entende em torno de uma solução governativa com estabilidade".
Em relação ao posicionamento estratégico do seu partido, disse: "O PS é um partido de centro-esquerda, social-democrata, não há qualquer mudança desse ponto de vista ideológico, nem nunca houve".
"Nem sequer entendo que tenha havido dúvidas sobre isso", acrescentou.
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