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Correio da Manhã

Política
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Pedro Nuno Santos não se demite e justifica polémica com "erro de comunicação"

Ministro das Infraestruturas assumiu "inteira responsabilidade" pela situação.
Cátia Pereira de Sá e Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 30 de Junho de 2022 às 17:02
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Pedro Nuno Santos não se demite e justifica polémica com "erro de comunicação"
O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, admitiu que houve um "erro de comunicação" entre os membros do Governo, que originou a polémica da publicação e depois revogação do despacho dos novos aeroportos, por parte do primeiro-ministro, António Costa, e assumiu "inteira responsabilidade" pela situação, não se demitindo do cargo. 

"Queria reconhecer perante os meus colegas de Governo, primeiro-ministro e Presidente da República, que estas falhas causaram consequências, pelas quais eu me penalizo", disse e confessou que não houve "procura ativa de consenso", com a publicação do despacho na origem da polémica.

Pedro Nuno Santos garantiu que a relação profissional, de amizade e o trabalho feito com o primeiro-ministro não ficam manchados com "esta falha". "Este é um momento infeliz", disse. 

"Queremos seguir o objetivo do primeiro-ministro que é conseguir consenso, nomeadamente do maior partido da oposição, no que diz respeito à localização do novo aeroporto", acrescentou, salientando, mais uma vez, a sua responsabilidade em toda a situação.

O primeiro-ministro revogou, esta quinta-feira, o despacho sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa, publicado na quarta-feira e que dizia respeito à construção dos novos aeroportos, primeiro no Montijo, para apoio, e depois em Alcochete, altura em que encerrará o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O despacho terá sido publicado sem o conhecimento de António Costa e de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, que ainda não se pronunciaram sobre o caso.
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