Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
8

Pilotos da Força Aérea debatem condições remuneratórias

Objetivo é formalizar a criação de um grupo de trabalho no âmbito da Associação dos Oficiais das Forças Armadas.
10 de Outubro de 2014 às 15:50
"O que estamos a assistir é que há poucos pilotos qualificados", disse o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas
'O que estamos a assistir é que há poucos pilotos qualificados', disse o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas

Cerca de 60 pilotos operacionais da Força Aérea reúnem-se sábado para formalizar a criação de um grupo de trabalho próprio no âmbito da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, visando debater as condições remuneratórias e de trabalho.


A reunião vai decorrer num hotel em Lisboa e no final serão apresentadas "soluções e propostas" para dar resposta à insatisfação daqueles militares, que em abril passado deram um primeiro sinal de protesto com a adesão em bloco de 98 pilotos à Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA).

No sábado, deverá ser aprovada a criação de um "colégio" de pilotos da Força Aérea dentro da AOFA, uma figura prevista nos estatutos daquela associação e que ficará centrada na resolução dos problemas atuais que dizem afetar o trabalho operacional.

"Poucos qualificados"

A degradação das condições de trabalho, as reduções salariais e de suplementos específicos por um lado, e o "desinvestimento na segurança e treino" das tripulações são os principais motivos de insatisfação, disse à Lusa, em abril, um dos pilotos, que pediu anonimato para não incorrer na violação do dever de sigilo.

"O que estamos a assistir é que há poucos pilotos qualificados, são esses que estão na linha da frente e em permanência e é-lhes retirada a possibilidade de ter uma vida minimamente estável, razoavelmente normal", disse por seu lado o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, Manuel Cracel, que deverá marcar presença no final do encontro.

Entre as medidas mais contestadas está, para além das reduções remuneratórias, a redução do suplemento de residência. Este suplemento era atribuído a quem residir a mais de 50 quilómetros do local de trabalho e passou, com o atual governo, passou a ser atribuído apenas aos militares que residam a mais de 100 quilómetros.

Outro motivo de contestação é o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais na administração pública, aplicável aos militares.

Força Aérea Associação dos Oficiais das Forças Armadas salários trabalho
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)