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Correio da Manhã

Política
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Polícia Judiciária Militar critica manifestações

O director da Polícia Judiciária Militar (PJM), major-general Governo Maia, considerou ontem que as associações de militares “estão a pôr em causa” valores essenciais à instituição militar com os protestos para contestar medidas do Governo.
17 de Setembro de 2005 às 00:00
Governo Maia, director da Polícia Judiciária Militar
Governo Maia, director da Polícia Judiciária Militar FOTO: d.r.
“Com determinadas atitudes estão a pôr em causa os valores da instituição militar. As associações militares têm os seus estatutos e é dentro dessas baias que devem funcionar e colaborar e dialogar com as chefias, dá-me a impressão que quando não estão autorizados a fazer qualquer coisa que se manifestam saem das baias”, disse.
As afirmações do director da PJM foram feitas na cerimónia do primeiro aniversário da nova PJM, presidida pelo ministro da Defesa, Luís Amado. Na ocasião, o chefe da PJM sublinhou que a instituição militar “tem uma hierarquia, uma cadeia de comando e uma linha de conduta” que não podem ser postas em causa por “nada de desviante” nem ultrapassadas por “ninguém em efectividade de serviço”.
Uma mensagem que tem como destinatários “todos aqueles que acharem que substituem a hierarquia ou a cadeia de comando” existentes, especificou depois Fernando Maia.
Quanto à nova manifestação anunciada pelas associações de militares para a próxima quarta-feira, convocada desta vez por familiares para protestar contra o aumento da idade da reforma e as alterações ao sistema de saúde, o chefe da judiciária militar foi peremptório.
“Ninguém pode convocar uma manifestação se não houver autorização para que isso possa acontecer. Há leis, estatutos e regras que devem ser cumpridas”, disse, escusando-se a comentar “o subterfúgio” encontrado pelas associações.
Apesar disso, o director da PJM considerou que os inquéritos de que alguns militares estão a ser objecto, na sequência da sua participação em acções de protesto das associações, “são problemas puramente disciplinares” que, nesta fase, não envolvem a polícia criminal das Forças Armadas. Mas, advertiu, se os militares “ultrapassarem determinadas metas” a Judiciária Militar será “naturalmente” accionada.
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