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Correio da Manhã

Política
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“Política não se resume a critérios de custo-benefício”

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, defendeu esta sexta-feira que a política "não pode ser guiada apenas por critérios custo-benefício" numa alusão às críticas sobre o despesismo e a omissão de dívidas públicas da Madeira.
23 de Setembro de 2011 às 17:12
Jardim disse "estar-se nas tintas" para a agência Moody's, que baixou o rating da Madeira
Jardim disse 'estar-se nas tintas' para a agência Moody's, que baixou o rating da Madeira FOTO: Homem de Gouveia/Lusa

"A política não pode ser guiada apenas por critérios custo-benefício, nunca aceitei fazer política nos moldes rigorosamente tecnocratas em que não conta a pessoa humana e só conta a relação custo-benefício", disse o governante madeirense na inauguração da nova farmácia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, e da nova unidade de Consultas não Urgentes do Serviço de Urgência, num investimento de 987 mil euros.  

Dirigindo-se às pessoas presentes, Alberto João Jardim comentou: "o que hoje aqui estamos a inaugurar nunca seria inaugurado por aqueles a quem a vida política se resume à tal relação custo-benefício".  

Antes de entrar no carro da Presidência do Governo Regional rumo a uma outra inauguração no concelho de Santana, na freguesia do Faial, no norte da Madeira, nomeadamente o Centro Social Municipal da Corujeira, um investimento de 30 mil euros, Alberto João Jardim, questionado sobre a decisão da Moody's de baixar o 'rating' de longo prazo da Madeira, respondeu apressadamente "estou-me nas tintas para a Moody´s".   

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