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Correio da Manhã

Política
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Políticos a votar

João Semedo acredita que "quem tem convicções vence a chuva". (atualizada às 17h37)
29 de Setembro de 2013 às 09:39
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho FOTO: Lusa

João Semedo teceu várias críticas ao Governo e ao Presidente da República logo depois de ter votado na escola secundária Rodrigues de Freitas, no Porto. O coordenador do Bloco de Esquerda, que é candidato à câmara municipal de Lisboa, reprovou as declarações de Cavaco Silva, afirmando que este "é o único apoio do Governo" .

Quanto aos valores da abstenção, João Semedo acredita que o mau tempo não irá demover os portugueses: "Quem tem convicções vence a chuva".

17H30: ANTÓNIO COSTA NÃO TEM DISCURSO PREPARADO

O candidato do PS à câmara municipal de Lisboa, António Costa, mostra-se confiante quanto à decisão dos portugueses e acredita que a abstenção não vai atingir valores muito elevados.

"Não tenho um discurso preparado. Temos que aguardar pelos resultados", afirmou o candidato, minutos depois de ter exercido o seu direito de voto, na EPAL, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

14H16: ALBERTO JOÃO JARDIM DIZ QUE NÃO VOTAR É "ENTREGAR O OURO AO BANDIDO" 

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou este domingo que não participar nestas eleições autárquicas é "entregar o ouro ao bandido".

"Obviamente que sim [estou satisfeito] porque o apelo foi no sentido da maior parte das pessoas virem votar. O ficar em casa é entregar o ouro ao bandido", disse Jardim numa curta declaração aos jornalistas quando questionado sobre informações que indicam haver filas de eleitores em diversas zonas e que algumas pessoas até acabaram por abandonar os locais sem votar.

O líder madeirense falou depois de ter exercido o seu direito de voto na secção F, na Escola Secundária Francisco Franco, na freguesia de Santa Luzia, no Funchal.

"Estou sempre bem-disposto porque eu gosto de votar em eleições nas quais não sou candidato", declarou também ainda o governante madeirense insular, desvalorizando ainda o facto de ter estado ausente da Região nos últimos dias da campanha eleitoral, o que considerou ser uma demonstração de "confiança absoluta".

Alberto João Jardim escusou-se a comentar a declaração do Presidente da República ao País, na qual Cavaco Silva defendeu uma alteração "ponderada" da lei eleitoral.

14H06: CAVACO DEFENDE QUE FUTURO DO GOVERNO NÃO DEPENDE DESTAS ELEIÇÕES 

O Presidente da República afirmou este domingo que o futuro do Governo não depende das eleições que decorrem hoje, sublinhando que as autárquicas são eleições locais, que dizem respeito a cada concelho e junta de freguesia.

Questionado sobre se a "vida" do Governo depende das eleições autárquicas, Cavaco Silva disse de forma perentória: "Eu penso que é claro que não depende, são eleições autárquicas, dizem respeito a cada junta de freguesia do nosso País, a cada concelho do nosso País".

"Eleições autárquicas são eleições locais que dizem respeito às propostas que cada candidatura apresenta para os diferentes órgãos do poder local e é por isso que cada cidadão deve analisar cuidadosamente a confiança que cada candidatura merece", acrescentou, depois de interrogado sobre se poderá ser feita uma leitura nacional dos resultados.

13H58: SEARA APOIA-SE NA FAMÍLIA 

O candidato da coligação ‘Sentir Lisboa' à presidência da Câmara da capital, Fernando Seara, votou ao início da tarde deste domingo em Viseu, por considerar que a família é o seu pilar.

"Estou a votar em Viseu, acompanhando a minha querida mãe. O meu pai morreu há um ano, esteve oito anos muito mal e o sentido de vida que me pediu foi que o acompanhasse sempre no ato eleitoral", recordou aos jornalistas, à saída da escola secundária Alves Martins.

Fernando Seara, que encabeça a lista do PSD/CDS-PP/MPT à Câmara de Lisboa, disse que sempre acompanhou o pai e agora continuará a fazer o mesmo com a mãe, que está sozinha em Viseu.

"A família é o meu pilar, a minha vida e a minha essência. Espero que todos os portugueses a assumam, que tenham hoje um dia de família e na família exerçam o direito de voto", acrescentou.

13H54: MENEZES ADMITE ESTAR "MUITO NERVOSO"

O candidato do PSD/PPM/MPT à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, apelou este domingo aos cidadãos do Porto e de todo o País a votarem "em massa" para traduzir aquilo que é a "vontade popular".

"O apelo que posso fazer - seria ilegal estar a dizer em quem as pessoas devem votar - é pedir aos cidadãos do Porto e de todo o País que votem em massa porque quantos mais votarem, mais o resultado traduzirá aquilo que é a vontade popular", disse o candidato.

Em declarações aos jornalistas após exercer o seu direito de voto na Universidade Católica Portuguesa, às 12h10, e depois de ter esperado alguns minutos por se ter esquecido do cartão de cidadão no carro, Luís Filipe Menezes afirmou estar "muito nervoso".

"Mentiria se dissesse que não estou nervoso e com alguma tremedeira", frisou.

Questionado sobre se já tem algum discurso escrito, Luís Filipe Menezes referiu que não é arrogante, pelo que esperará pelos resultados eleitorais e, quando forem definitivos, ajustará o discurso.

13H15: SEGURO DIZ QUE ESTE É O DIA EM QUE "A DEMOCRACIA TEM MUITO A GANHAR"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considera que o parlamento deve refletir sobre a alteração da lei eleitoral, mas considerou hoje prioritário apelar à participação dos portugueses nas eleições autárquicas.

"O parlamento deve fazer uma reflexão sobre essas e outras matérias, mas, neste momento, a prioridade é pedir aos portugueses que venham votar nestas eleições [autárquicas] e que venham dar sentido àquilo que é a sua opinião", disse António José Seguro aos jornalistas que o questionaram sobre as propostas de Cavaco Silva, que defendeu a alteração da lei eleitoral.

À saída da escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, onde votou hoje às 12h15, Seguro lembrou que o "voto é a escolha que dá consequência à opinião que os portugueses têm" e apelou à votação, garantindo que este é um dia em que "a democracia tem muito a ganhar".

13H04: VASCO CORDEIRO SUBLINHA IMPORTÂNCIA DO PODER LOCAL

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, apelou este domingo aos açorianos para votarem, sublinhando a importância do poder local e o seu papel na construção de uma sociedade melhor.

Vasco Cordeiro falava aos jornalistas depois de ter votado, pouco depois das 11h00 locais (12h00 em Lisboa), em Ponta Delgada.

12H08: PEDRO PASSOS COELHO JÁ VOTOU

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu este domingo que "há sempre leituras nacionais" a fazer mesmo após um sufrágio autárquico, como o que hoje acontece em Portugal.

"Há sempre leituras nacionais a fazer das eleições autárquicas. Elas não são eleições nacionais, mas há sempre uma leitura nacional a fazer", reconheceu Passos Coelho aos jornalistas.

O líder do PSD falava após ter votado no concelho de Sintra, em Massamá, na Escola Secundária Stuart Carvalhais, onde chegou acompanhado da mulher, cerca das 11h20.

12H06: RUI MOREIRA VOTOU NA JUNTA DE FREGUESIA DE NEVOGILDE
O candidato independente à Câmara do Porto Rui Moreira considerou que o importante nas autárquicas deste domingo é que "as pessoas sintam que este é um dia muito especial" e que "exerçam o seu direito de cidadania".

"Acho que é um dia da cidadania, é um dia em que as pessoas vêm votar. Espero que corra tudo bem, que haja tranquilidade, que as pessoas possam vir e que o S. Pedro dê uma ajuda. Mas as pessoas estão habituadas [à chuva], o clima do Porto é assim", disse o candidato à saída da Junta de Freguesia de Nevogilde, local onde exerceu o seu direito de voto.

12H02: CANDIDATO DO PS À CÂMARA DO PORTO MANUEL PIZARRO JÁ VOTOU
O candidato do PS à presidência da Câmara do Porto votou cerca das 10h30, na Escola EB 2/3 Maria Lamas, tendo feito um apelo a "todos os eleitores" para que votem e dêem "um sinal claro do que pretendem para a cidade e para o País".

Manuel Pizarro chegou àquela escola, na freguesia de Ramalde, cerca das 10h15, um pouco para lá da hora prevista, porque esteve "a fazer jardinagem".

11H58: JERÓNIMO DIZ QUE DECLARAÇÃO DE CAVACIO FOI "IGUALZINHA" À DE PASSOS COELHO

O secretário-geral do PCP mostrou-se este domingo "confiante" num bom resultado eleitoral autárquico, após votar, em PiresCôxe, Santa Iria da Azóia, e afirmou que a declaração do Presidente da República sobre a cobertura da campanha foi "igualzinha" à do Primeiro-ministro.

"Uma declaração igualzinha à que Passos Coelho fez. Quem vive, geralmente, mais pela promoção pela via da Comunicação Social e não pelo esforço próprio de campanha, de proximidade, de contacto direto com as populações, tem a tendência para propor alterações que visam, no essencial, levar à discriminação e ao desrespeito pelo princípio da igualdade, que é um princípio constitucional", disse Jerónimo de Sousa.

O líder da Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta ainda "Os Verdes" e Intervenção Democrática, referia-se às palavras de Cavaco Silva sobre a legislação que regula o acompanhamento mediático das diversas forças políticas em tempo de apelo ao voto.

"Estas eleições o que podem significar é mais isolamento dos partidos do Governo, que tanto têm infernizado a vida aos portugueses", desejou, reiterando a inevitabilidade de uma "leitura nacional" dos resultados deste sufrágio local.

Para Jerónimo de Sousa, "Portugal não precisa de mais empréstimos, precisa é de renegociar a sua dívida, aumentar a sua capacidade de produção, a sua riqueza", até porque, considerou, "quanto mais produzir menos deve", rejeitando aquilo que considera ser o "caminho de afundamento" seguido pelo executivo da maioria PSD/CDS-PP.

O líder comunista foi acompanhado ao Grupo Desportivo de Pirescôxe, onde funciona a assembleia de voto, pela companheira, Ovídia, uma filha e os dois netos, Rui Pedro e Rita, de 12 e sete anos, respetivamente. O neto foi mesmo privilegiado ao ponto de seguir, já atrás do biombo, a votação do avô.

11H30: CATARINA MARTINS ESPERA QUE AS PESSOAS "EXERÇAM O SEU PODER DE DECIDIR"

A coordenadora-nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou este domingo ser "importante" que "as pessoas exerçam o seu poder de decidir" deslocando-se às urnas nas eleições autárquicas, sublinhando que assim se faz a "concretização da democracia".

"Espero que as pessoas venham votar. Espero que exerçam o seu poder de decidir. É importante que as pessoas saiam de casa e venham exercer o seu dever cívico que é também a concretização da nossa democracia", disse Catarina Martins.

A coordenadora-nacional do Bloco de Esquerda chegou à mesa de voto número 25 da Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, por volta das 10h20.

O mau tempo que se tem vindo a sentir no Norte do país não deve ser, para Catarina Martins, desculpa para não ir votar: "Com bom tempo ou mau tempo, temos vivido dias difíceis e as pessoas sabem que é importante participarem da escolha e exercerem o seu poder de decidir sobre como é a nossa vida coletiva", afirmou.

Questionada sobre a discussão em curso sobre a nova legislação eleitoral, a coordenadora do Bloco de Esquerda relegou para mais tarde uma opinião sobre o tema.
"Teremos tempo para pensar nisso. Com certeza que, quem acompanhou, sabe que não houve e cobertura mediática que costuma haver. Mas isso são temas sobre os quais devemos reflectir a partir de segunda-feira", concluiu Catarina Martins.

09H39: PAULO PORTAS ESPERA "PARTICIPAÇÃO SIGNIFICATIVA" NAS AUTÁRQUICAS

O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, que votou esta manhã na freguesia de Santos-o-Velho, em Lisboa, afirmou esperar uma "participação significativa" nas eleições autárquicas, sublinhando que as autarquias são "o centro da autoridade mais próximo do cidadão".

"São eleições bastante importantes porque as autarquias são o centro da autoridade mais próximo do cidadão. Por isso, espero que haja uma participação significativa, que as pessoas façam democraticamente as suas escolhas e que, naturalmente, toda a gente aceite os resultados", afirmou Paulo Portas aos jornalistas.

"Acho sempre que a abstenção é deixar a nossa parcela de soberania, em termos democráticos, nas mãos de terceiros, e, por isso, eu espero que a participação seja boa", declarou.

Portas sublinhou que "as eleições autárquicas destinam-se a escolher as mulheres e os homens que nos próximos anos, com honestidade, com prudência e com dinamismo, vão governar as câmaras municipais, as assembleias municipais e as juntas de freguesia".

O presidente centrista chegou às 09h05 à junta de freguesia de Santos-o-Velho, tendo votado pela 09h08.

Portas recusou falar sobre um eventual segundo resgate a Portugal. O vice-primeiro-ministro disse que ia aproveitar o dia de hoje para "descansar e trabalhar", antes de se dirigir à sede do CDS-PP, onde decorrem as noites eleitorais centristas.

Paulo Portas manifestou-se "perfeitamente disponível" para avaliar as mudanças na legislação eleitoral, relativamente às quais o Presidente da República, Cavaco Silva, pediu uma "reflexão ponderada".

Na questão da cobertura da campanha eleitoral, Portas argumentou que "é preciso um equilíbrio entre a necessidade de os meios de comunicação social terem liberdade editorial e a garantia de que há o mínimo de igualdade de oportunidades entre todos aqueles que se candidatam".

"Aquilo que se passou, não correu, desta vez, particularmente bem. Também tentaria evitar a ideia de que o sistema político português é um duopólio e que não é preciso ouvir mais ninguém, ou seja, uma solução equilibrada", acrescentou.

O Presidente da República apelou no sábado à realização urgente de uma "reflexão ponderada da legislação eleitoral" de modo a "vencer a inércia do legislador" e evitar que o esclarecimento dos eleitores volte a ficar prejudicado.

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