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Correio da Manhã

Política
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Portas critica Sócrates por não informar Cavaco Silva

O líder do CDS-PP criticou esta sexta-feira o primeiro-ministro José Sócrates por não ter informado previamente o Presidente da República sobre as medidas adicionais de consolidação orçamental, das quais fez uma "leitura bastante crítica", apesar de reservar uma posição definitiva para mais tarde.
11 de Março de 2011 às 20:05
Líder do CDS-PP reserva avaliação definitiva das medidas para mais tarde
Líder do CDS-PP reserva avaliação definitiva das medidas para mais tarde FOTO: Pedro Catarino

"Nunca confundi divergências políticas com incumprimento daquilo que eu acho que são obrigações institucionais (...) O país está numa situação difícil, os nossos juros estão a oito por cento, o Governo apresenta um PEC 5, o Presidente da República acabou de tomar posse, é um órgão de soberania, e o Governo não lhe diz?", criticou.  

Para Paulo Portas, este comportamento do Governo "não revela maturidade".

Sobre as medidas de austeridade anunciadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o líder do CDS-PP disse fazer "uma leitura bastante crítica" mas adiou uma posição definitiva para depois de ter respostas do Governo a um conjunto de 14 perguntas.  

"Aguardo as clarificações por parte do Governo. Eu nem sequer sei se isto vem ao Parlamento", disse, após questionado sobre a possibilidade de o CDS-PP apresentar uma moção de censura ou se considera que o Governo tem condições para continuar em funções.  

Paulo Portas quer saber "porque é que faltam 1400 milhões de euros" no orçamento, em que medida é que as medidas vão promover o crescimento económico, se o governo vai suspender apenas investimentos rodoviários mantendo o TGV e o novo aeroporto, e qual o âmbito de aplicação do corte adicional das pensões. 

O líder do CDS-PP recuperou uma frase do discurso da posse do Presidente da República, Cavaco Silva, para dizer que "há limites para os sacrifícios que se podem pedir" aos mais vulneráveis. 

Portas afirmou que o Governo tem "um défice de credibilidade", exemplificando que "o último PEC era sempre o último e depois há sempre mais um".  

Entre as medidas do lado da despesa em 2012 e 2013 estão o congelamento do Indexante de Apoios Sociais, o congelamento das pensões e a contribuição especial aplicável a todas as pensões (que o ministro diz aplicarem-se a partir dos 1500 euros). 

 

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