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Correio da Manhã

Política
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PORTAS DEFINIA VERBAS

O ex-contabilista da Amostra, Luís Roseira, afirmou ontem no julgamento do caso Moderna que era Paulo Portas quem definia mensalmente os encargos do centro de sondagens e que a Dinensino "financiava-o de acordo com isso".
5 de Fevereiro de 2003 às 00:00
"A nossa actuação era elaborar mensalmente uma folha de encargos para a Amostra a pedido de Paulo Portas e a Dinensino financiava de acordo com isso".

Roseira explicou no Tribunal de Monsanto, Lisboa, que, no início da actividade da Amostra, teve uma reunião com Paulo Portas e José Braga Gonçalves, na qual lhe foi pedido que elaborasse o valor anual das despesas da empresa, tendo em conta os trabalhadores existentes no quadro e colaboradores. Despesas que podiam chegar aos 80 a 90 mil contos por ano.

Quando rebentou o escândalo, havia, de acordo com a testemunha, uma diferença de valores entre as contabilidades da Amostra e da Dinensino no valor de 50 mil contos, que continua por explicar.
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