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Correio da Manhã

Política
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Portas justifica acordo com PSD para depois das eleições

O ministro da Defesa e líder do CDS-PP, Paulo Portas, revelou que no caso do PS ser o partido mais votado nas próximas eleições, mas o PSD e o PP terem mais votos juntos, então devem ser estes dois partidos a formar Governo. O presidente dos populares justificou as razões da coligação após as eleições com o facto do último entendimento eleitoral nos Açores não ter corrido bem.
16 de Dezembro de 2004 às 10:43
Portas defendeu esta quarta-feira, no programa “Grande Entrevista”, na RTP que, na eventualidade do PS ser o partido mais votado nas próximas eleições, mas o PSD e o PP terem mais votos juntos, devem ser estes dois partidos a formar Governo.
“O fundamental é sabermos se vamos conseguir formar uma maioria de centro-direita na Assembleia da República. Quem tiver maioria, obviamente que oferece ao Presidente da República uma solução de Governo”, defendeu o presidente dos centristas.
Na sua intervenção, o líder do PP reafirmou as críticas à atitude do Presidente da República, mas reconheceu que foram dados pretextos para a decisão de Jorge Sampaio de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.
COLIGAÇÃO NOS AÇORES CORREU MAL
O líder do CDS-PP justificou a decisão do partido concorrer com listas separadas às eleições legislativas antecipadas reconhecendo que as experiências da coligação com o PSD nas Europeias e nos Açores correram mal.
"Esses actos eleitorais não nos correram bem", afirmou Paulo Portas em entrevista à RTP1, acrescentando que "se calhar houve eleitores que não se reconheceram nessa fórmula" e que, em termos contabilísticos, "é mais eficaz" CDS-PP e PSD concorrerem com listas separadas.
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