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Correio da Manhã

Política

Portas lança críticas em simultâneo a Jardim e a Sócrates

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, comparou este domingo a gestão do Governo Regional da Madeira com a do Executivo socialista liderado por José Sócrates, defendendo que "a dívida não é boa ou má consoante a cor dos governos".
2 de Outubro de 2011 às 16:22
Líder do CDS-PP prevê "resultado histórico" nas eleições regionais da Madeira
Líder do CDS-PP prevê 'resultado histórico' nas eleições regionais da Madeira FOTO: Gregório Cunha/Lusa

Num comício em Água de Pena (Santa Cruz), o líder centrista e actual ministro dos Negócios Estrangeiros manifestou-se ainda convicto que o CDS-PP - nas suas palavras, o partido que "tinha paletes de razão" e soube "avisar a tempo contra o excesso de dívida e de despesa" - terá "um crescimento indomável" nas eleições regionais de 9 de Outubro. 

"Quando vos disse há uns meses atrás que considerava uma irresponsabilidade José Sócrates ter levado a dívida nacional a um tal ponto que cada português por conta do Estado já devia 17 mil euros, também vos disse que considerava uma irresponsabilidade o Governo Regional da Madeira ter levado a dívida a um tal ponto que os madeirenses, por conta do Governo Regional e do seu desperdício, cada um deles já devia quase 24 mil euros", começou por afirmar.

E acrescentou: "E se eu critico aquilo que os socialistas fizeram ao nível da República, não esperem de mim outra coerência que não seja a de vos dizer que é igualmente criticável aquilo que aqui foi feito pelo Governo Regional. O endividamento que os socialistas deixaram na República levou
Portugal à situação muito difícil de ter de pedir ajuda externa. O endividamento que o Governo Regional da Madeira provocou nesta região levou as instituições a pedir ajuda ao Governo da República. Estamos a falar de comportamentos que não são responsáveis". 

Ao lado do cabeça de lista do CDS-PP às eleições regionais, José Manuel Rodrigues, Paulo Portas salientou depois que, para os democratas-cristãos, "a dívida não é boa ou má consoante a cor dos governos". 

"A dívida quando é excessiva é sempre má porque hipoteca o presente e limita a margem de manobra das novas gerações no futuro", defendeu. Mas Paulo Portas pôs ainda em causa a autoridade moral do PS para criticar a dívida da Madeira. 

"Quando oiço os socialistas criticarem a dívida na Madeira pergunto-me a mim próprio: mas já estarão esquecidos da dívida que deixaram no País ainda não passaram três meses ? (...) Eu oiço os socialistas criticarem a dívida na Madeira, mas não os ouvi até hoje fazer uma autocrítica sobre o endividamento a que levaram o nosso país como um todo", apontou. 

De resto, o líder centrista criticou o Governo Regional da Madeira por ter revelado a "insensatez de tentar esconder a dívida debaixo do tapete" comprometendo a imagem externa do país e da região. 

"Quando Portugal está a fazer com o sacrifício de todos uma luta titânica para recuperar a nossa credibilidade, cumprir as nossas obrigações e voltarmos a ter a nossa independência de decisão, não pode haver nenhuma entidade pública, nem um governo regional, que lese essa credibilidade e coloque dúvidas sobre esse cumprimento", afirmou. 

Aludindo ao acto eleitoral do próximo domingo, Paulo Portas considerou depois que, se os madeirenses voltassem a votar maioritariamente no PSD e em Alberto João Jardim, "isso significaria que o eleitorado acharia bem este nível insuportável de dívida". 
 
Considerando que o CDS-PP tem surpreendido "pela positiva" no presente acto eleitoral, o líder dos populares mostrou-se convicto de que o seu partido vai ter "uma votação histórica" no arquipélago.

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