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Correio da Manhã

Política
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Portas: “O que se passa nos combustíveis é uma vergonha”

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou neste sábado que, com os democratas-cristãos, "a Autoridade da Concorrência sai", para dar lugar a outra entidade que garanta efetivamente a concorrência, apoiando a visão do FMI sobre esta matéria.
21 de Maio de 2011 às 15:30
"Há matérias do FMI com as quais não concordo e há matérias do FMI em que lhes dou razão", sustentou Portas
'Há matérias do FMI com as quais não concordo e há matérias do FMI em que lhes dou razão', sustentou Portas FOTO: Pedro Rosário/Lusa

"Esta Autoridade da Concorrência, se nós tivermos força, sai, e entra  uma nova cuja missão é garantir concorrência, não é proteger grupos instalados", afirmou Paulo Portas à saída de uma visita à Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra, em Chaves.  

O CDS propõe uma nova entidade para "recomeçar do zero", conseguida através da alteração da "forma de nomeação dos reguladores" e do seu estatuto jurídico, disse.  

"Há matérias do FMI com as quais não concordo e há matérias do FMI em que lhes dou razão", sustentou.  

Para Paulo Portas, esta questão "é determinante, por exemplo, para os jovens que querem lançar-se na vida económica acreditarem que Portugal é um país onde vale a pena concorrer".  

"Os portugueses sabem, por exemplo, que nos telemóveis ter havido várias companhias a concorrer melhorou os preços para o consumidor. Também sabem que o que se passa nos combustíveis é uma vergonha, é a protecção de uma empresa, a Galp, à custa do contribuinte", argumentou.  

"Sabem também que na eletricidade, que é essencial para as famílias e para as empresas, o que se passa é um monopólio público-privado EDP e REN que prejudica consideravelmente o custo dos fatores de produção na economia", acrescentou.  

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