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Correio da Manhã

Política

Portugal precisa de mais bebés

O Presidente da República alertou ontem, em Cascais, para o risco de a queda da natalidade conduzir ao "enfraquecimento dos laços fundamentais que conferem coesão à sociedade".
18 de Fevereiro de 2012 às 01:00
O Presidente da República participou ontem na conferência ‘Nascer em Portugal’, em Cascais
O Presidente da República participou ontem na conferência ‘Nascer em Portugal’, em Cascais FOTO: Bruno Colaço

Na conferência ‘Nascer em Portugal’, Cavaco Silva convidou vários cientistas a apontarem soluções para que nasçam mais bebés. A maioria dos intervenientes referiu a necessidade de haver dois filhos por mulher, quando hoje o índice sintético de fecundidade é de 1,3. Um dos mais baixos do Mundo.

Na sua intervenção Cavaco Silva sublinhou que "Portugal enfrenta um problema de sustentabilidade demográfica". A opção da maioria dos casais por ter apenas um filho leva à "desertificação humana de vastas zonas do território e ao declínio do potencial produtivo". Cavaco Silva acrescentou que a baixa natalidade compromete "a continuidade do Estado Social" e degrada d princípio de solidariedade entre gerações.

Recorrendo ao alerta colocado pelo Presidente, a professora da Universidade de Évora Maria Filomena Mendes sublinhou que "os sistemas de saúde e social vivem sob stress". A presidente da Associação Portuguesa de Demografia lembrou contudo que as políticas que promovam a natalidade só têm êxito se a sociedade demonstrar vontade de ter mais filhos.

O último inquérito do Eurobarómetro revelou que as mulheres têm interesse em ter dois filhos, referiu a socióloga Vanessa Cunha. Por sua vez, Isabel Tiago de Oliveira salientou que o problema da quebra da natalidade surge com o segundo filho. Referiu a socióloga que Portugal é depois da Bulgária, Estados Unidos e Suécia, de entre 13 países com desenvolvimento económico alto, o que apresenta maior número de mulheres que são mães de apenas um filho.

Com dois filhos, as portuguesas caem para penúltimo lugar, só à frente da Hungria. E ocupam o último lugar com três ou mais filhos.

SEGURANÇA AFASTA CAVACO DOS JORNALISTAS

As medidas de segurança aplicadas no Palácio da Cidadela, em Cascais, onde decorreu a conferência, impediu os jornalista de se aproximarem do Presidente da República. A limitação do espaço e o elevado número de inscrições obrigaram à colocação dos jornalistas, excepto os da televisão, numa outra sala, observando os trabalhos por videoconferência. Recorde-se que no dia anterior questões de segurança impediram visita de Presidente a escola António Arroio, em Lisboa.

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