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Correio da Manhã

Política
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Portugueses apoiam remodelação de António Costa

Os que votaram no Bloco em 2015 defendem mais esta alteração do que os socialistas.
Salomé Pinto 29 de Outubro de 2018 às 08:44
António Costa
António Costa
António Costa na Assembleia
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa na Assembleia
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa na Assembleia
António Costa
Quase dois terços (63,2%) dos portugueses consideram que o primeiro-ministro, António Costa, fez bem em remodelar o Governo, revela uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã/‘Jornal de Negócios’. Apenas 14,1% reprovam a decisão do chefe do Executivo, mostra o barómetro.

Entre os inquiridos que apoiam a remodelação governamental destacam-se os que nas legislativas de 2015 votaram no Bloco de Esquerda.

Estes eleitores são os que mais defendem (85,3%) a decisão de António Costa, ultrapassando os da CDU (76,9%) e até os apoiantes do PS (72,9%). Pelo contrário, os eleitores PSD e CDS consideram que o primeiro-ministro não deveria ter remodelado o Governo.

Também uma maioria dos portugueses, embora mais tímida, de 45,1%, considera que o Executivo socialista saiu mais forte após a remodelação. E, aqui, uma vez mais, são os eleitores bloquistas a contribuir com a maior fatia: 72,1%. Só depois vêm os socialistas com 58,4% e a seguir a CDU com 48,7%. Já a direita defende que com esta mudança o Governo sai mais fragilizado.

Em relação aos quatro novos ministros, as expectativas mais elevadas concentram-se no da Defesa, João Gomes Cravinho. 59,7% dos inquiridos considera que é melhor do que o anterior, Azeredo Lopes.

A nova ministra da Cultura, Graça Fonseca, também está bem posicionada. 43,4% são da opinião que irá governar melhor que o seu antecessor, Castro Mendes.

FICHA TÉCNICA
Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efetivas: 275 a homens e 325 a mulheres; 60 no Interior Norte Centro, 84 no Litoral Norte, 104 na Área Metropolitana do Porto, 110 no Litoral Centro, 162 na Área Metropolitana de Lisboa e 80 no Sul e Ilhas; 98 em aldeias, 161 em vilas e 341 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 16 e 20 de outubro de 2018, com uma taxa de resposta de 76,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz
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