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Correio da Manhã

Política

Portugueses contra canábis para diversão

Maioria dos eleitores do PSD, CDS e PS rejeita o consumo para fins recreativos.
Salomé Pinto 20 de Agosto de 2018 às 01:30
Canábis
Canábis
Canábis
Planta de canábis
Canábis
Canábis
Canábis
Planta de canábis
Canábis
Canábis
Canábis
Planta de canábis
A maioria dos eleitores portugueses (53,4%) está contra a legalização da marijuana para fins recreativos, segundo uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã.

Entre os inquiridos, são sobretudo os apoiantes do PSD (70,3%), CDS (62,8%) e PS (53,45) que rejeitam a possibilidade de a lei permitir o consumo de canábis para diversão.

Apenas 40,2% são a favor da legalização. A maioria está entre os eleitores do Bloco de Esquerda (53%) e da CDU (47,9%) - que junta PCP e PEV. No entanto, estes valores "devem ser lidos a mero título indicativo, dado o valor muito reduzido das suas bases", alerta a sondagem.

Até porque se é verdade que o Bloco tem uma posição favorável quanto à legalização da canábis para fins lúdicos, tendo anunciado que iria apresentar uma proposta nesse sentido, já o Partido Comunista é contra.

O barómetro mostra que grande parte dos adeptos da legalização está entre os homens jovens e adultos (entre os 18 e 49 anos) que vivem nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, com escolaridade acima da obrigatória.

Por seu turno, é entre a população feminina, mais idosa (acima dos 50 anos), com poucas habilitações literárias e que vive em zonas rurais e semiurbanas que encontramos a maior parte dos votos contra a legalização deste tipo de consumo.

A distribuição por regiões mostra porém que, com exceção das duas áreas metropolitanas, o resto do País defende a proibição da marijuana para fins recreativos.

Em junho, o Parlamento aprovou a legalização do uso de produtos feitos à base de canábis para fins medicinais. O CDS absteve-se, mas as restantes bancadas votaram a favor da proposta de lei conjunta do Bloco e do PAN, que depois mereceu a promulgação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

PORMENORES 
Ministro da Saúde
Campos Fernandes pede que se avaliem primeiro os efeitos da legalização noutros países antes de o Governo tomar uma decisão.

Canadá
Em outubro, o Canadá será o segundo país do Mundo a legalizar o uso da canábis para fins lúdicos, depois do Uruguai. A posse para fins terapêuticos já é permitida desde 2001.

Estados Unidos
Em 2016, a Califórnia tornou-se no quinto estado norte-americano a legalizar o uso recreativo, depois de Colorado, Oregon, Washington e Alasca.

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FICHA TÉCNICA
Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efetivas: 290 a homens e 310 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 83 no Litoral Norte, 105 na Área Metropolitana do Porto, 114 no Litoral Centro, 162 na Área Metropolitana de Lisboa e 78 no Sul e Ilhas; 101 em aldeias, 154 em vilas e 345 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 13 a 16 de julho de 2018, com uma taxa de resposta de 73,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz
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