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Correio da Manhã

Política
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Costa cai na confiança para primeiro-ministro

Só o BE e o CDS subiram nas intenções de voto legislativo, segundo uma sondagem CM.
José Rodrigues 10 de Março de 2017 às 18:33
António Costa, primeiro-ministro português
António Costa
António Costa, primeiro-ministro português
António Costa
António Costa, primeiro-ministro português
António Costa
As últimas polémicas políticas, como os casos dos 10 mil milhões de euros que saíram do País para as offshores, da recapitalização da CGD e da resolução do BES que envolve o governador do Banco de Portugal, não tiveram impacto significativo na intenção do voto legislativo dos portugueses. Contudo, a confiança em António Costa para o cargo de primeiro-ministro caiu pela primeira vez desde há cinco meses.

Segundo uma sondagem CM realizada entre os dias 4 e 6 do corrente mês, a confiança em António Costa para desempenhar o cargo de primeiro-ministro caiu 2,5 pontos percentuais, de 66,1%, registados em fevereiro, para 63,6%, agora em março. Depois de uma queda em outubro de 2016, que ficou em 54% (por altura da aprovação do Orçamento para 2017), a confiança em António Costa foi sempre a subir, registando-se agora uma inflexão negativa. No caso do líder do PSD, Passos Coelho, verifica-se o contrário. Desde outubro de 2016 que estava a descer, tendo agora subido 1,2 pontos percentuais, de 25% em fevereiro para 26,2% em março.

De qualquer modo, Costa segue à frente de Passos a uma distância de 37,4 pontos. A nível partidário, todos os partidos desceram em março, com exceção do BE, que subiu 0,8 pontos, de 8,4% para 9,2%, e do CDS, de 5% para 5,3% (+0,3 pontos). O PS passou de 42% para 41,7% (-0,3 pontos) e o PSD de 26,4% para 26% (-0,4). A CDU foi a força política que mais desceu: de 7,9% para 6,8% (-1,1 pontos).

Com este resultado, os socialistas continuam à beira da maioria absoluta. Juntos, os partidos da chamada geringonça obtêm 57,7% das intenções de voto.

Note-se, no entanto, que na avaliação dos líderes partidários, numa escala de 0 a 20 valores, António Costa continua a subir, obtendo 14,2 valores, e Passos a descer, com a nota mais baixa de sempre: 5 valores.

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 608 entrevistas efetivas: 288 a homens e 320 a mulheres; 61 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 107 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 168 na Área Metropolitana de Lisboa e 82 no Sul e Ilhas; 95 em aldeias, 165 em vilas e 352 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 4 a 6 de Março de 2016, comum a taxa de resposta de 83,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 608 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma"margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

António Costa PS primeiro-ministro PSD BE Passos Coelho CDS CDU
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