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Correio da Manhã

Política
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Posições extremadas

A reunião da concertação social terminou ontem sem consensos, apesar de os parceiros sociais terem dado sinal positivo às alterações ao subsídio de desemprego, excepção feita à CGTP, que saiu da reunião a meio.
23 de Dezembro de 2011 às 01:00
Governo, sindicatos e patrões reuniram-se mas não houve acordos
Governo, sindicatos e patrões reuniram-se mas não houve acordos FOTO: Jorge Paula

A UGT garantiu que não assina qualquer acordo enquanto o Governo não retirar a meia hora de trabalho a mais, mas os representantes do patrões consideraram que ainda há margem para acordo. O ministro da Economia apelou ao diálogo num momento de "urgência nacional", disse. "Estamos a chegar a um momento da verdade e Portugal não pode esperar por muitas das reformas estruturais. Existe uma urgência da competitividade e uma urgência de reformar", acrescentou Álvaro Pereira.

A única matéria em que se registou avanço foi na alteração ao subsídio de desemprego. A proposta do Governo indica que o limite máximo de atribuição do subsídio será de 18 meses, mas com majorações: mais 1 mês, 1,5 mês e 2 meses por cada cinco anos de descontos, de acordo com a idade – até 40 anos (mais um mês), entre 40 e 50 anos (mais 1,5 mês), acima dos 50 anos, mais dois meses. As alterações não abrangerão os actuais desempregados e não reduzem os direitos adquiridos.

CGTP UGT CONCERTAÇÃO SOCIAL
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