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Correio da Manhã

Política
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Poupança acima de mil milhões com PPP

Obras na Estrada Nacional 125, no IP2 em Castro Verde, e em Sines começam em julho.
22 de Maio de 2014 às 15:51
As obras estiveram paradas desde 2011
As obras estiveram paradas desde 2011 FOTO: hugo rainho

As parcerias público-privadas da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo e Algarve Litoral com a Estradas Portugal (EP) foram revistas e o acordo foi assinado ontem, prevendo-se poupanças para os cofres do Estado de 1451 milhões de euros a partir de 2015. Em 2014 haverá uma redução nos pagamentos pelo Estado de 50 milhões de euros.

"Os acordos celebrados tinham uma urgência especial, dada a interrupção das obras que se verifica desde 2011", diz a EP em comunicado, prevendo-se que as obras se reiniciem em julho.

Em causa estão as obras previstas para a A26/IP8, entre Sines e Relvas Verdes, para a A26-1/ER261-5 entre Sines e Santo André, onde já ocorreram protestos de automobilistas, além da "construção da A26 entre o IC1 e Santa Margarida do Sado, concluindo a ponte sobre o rio Sado".

Na revisão dos acordos, que se arrasta de 2012, fica assegurada também a requalificação da ligação no IP2, entre São Mansos e Castro Verde, "que permanecerá na concessão para efeitos de conservação e manutenção", findo o trabalho da equipa de António Ramalho, da comissão de negociação das PPP rodoviárias.

Segundo a EP, o acordo inclui também a requalificação da Estrada Nacional 125 - das mais mortíferas do País - entre Vila do Bispo e Olhão, na subconcessão do Algarve Litoral. Porém, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Jorge Botelho, (PS) considerou a renegociação uma "discriminação" entre Sotavento e o Barlavento.

Já as autarquias de Beja, Castro Verde e Vidigueira estão satisfeitas com as obras no IP2. As subconcessionárias são a SPER e a RAL, de que é acionista a Edifer.

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