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Correio da Manhã

Política
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PR alerta para quadro exigente

Na estreia de cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático acreditado em Lisboa, o Presidente da República, Cavaco Silva, considerou ontem que Portugal vai exercer a presidência da União Europeia no segundo semestre de 2007, num “quadro exigente, mas também promissor”, com uma agenda “ambiciosa e exigente”.
9 de Janeiro de 2007 às 00:00
Cavaco Silva e Luís Amado perante diplomatas de 96 embaixadas
Cavaco Silva e Luís Amado perante diplomatas de 96 embaixadas FOTO: Luís Catarino / Presidência da República
Neste âmbito, o chefe de Estado assinalou na agenda que Portugal tem de cumprir, a par da Alemanha e da Eslovénia, sobretudo na promoção de políticas europeias “que favoreçam o crescimento e o emprego e o reforço das condições de competitividade”, sem esquecer a energia, o ambiente, a questão migratória e “os passos para uma Política Marítima Integrada”. Um discurso feito no Palácio de Queluz, com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Cavaco sublinhou também que nos últimos anos “aumentou o grau de exigência dos europeus quanto ao papel da UE”. A nível externo, o Presidente enalteceu a “concretização da II Cimeira UE-África” e apontou as prioridades da presidência europeia portuguesa: “Um relacionamento mais próximo com África e a América Latina.” Cavaco Silva lembrou ainda as relações com os Estados Unidos, Espanha, Brasil, e uma maior aproximação ao continente asiático, com a Índia e China no pensamento.
PS DESEJA FELICIDADES POLÍTICAS
Uma delegação do PS foi ontem ao Palácio de Belém desejar bom Ano Novo e “felicidades políticas e pessoais” ao Presidente da República, Cavaco Silva, com quem garante ter tido “um relacionamento institucional sem falhas”. “O PS gosta de trabalhar com o senhor Presidente da República, com quem tem tido um relacionamento institucional sem falhas”, afirmou Alberto Martins, líder parlamentar socialista, no final da audiência.
Alberto Martins recusou-se a dizer que outros temas foram abordados com Cavaco Silva no encontro, que se prolongou apenas por cerca de 40 minutos.
Além de Alberto Martins estiveram também em Belém Vitalino Canas, porta-voz do PS, e Jorge Coelho, da comissão nacional do partido.
Do lado do PSD, o líder, Marques Mendes, afirmou que acompanha a exigência de resultados ao Governo do PS feita pelo Presidente da República, esperando que 2007 seja o ano em que comece a “ver-se uma luz ao fundo do túnel”.
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