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Correio da Manhã

Política
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Presidente da República reeleito à 1.ª volta

Manuel Alegre obtém 25,6 por cento, quase cinco por cento mais do que em 2006. Nobre é o terceiro mais votado
21 de Janeiro de 2011 às 00:30
ELEIÇÕES, SONDAGEM, PRESIDENCIAIS, CAVACO SILVA, MANUEL ALEGRE, FERNANDO NOBRE, FRANCISCO LOPES, DEFENSOR MOURA, JOSÉ MANUEL COELHO
ELEIÇÕES, SONDAGEM, PRESIDENCIAIS, CAVACO SILVA, MANUEL ALEGRE, FERNANDO NOBRE, FRANCISCO LOPES, DEFENSOR MOURA, JOSÉ MANUEL COELHO FOTO: Gregório Cunha / Sábado

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o actual Chefe do Estado Cavaco Silva ganhava à primeira volta com 54,7 por cento dos votos. Um valor próximo do obtido por Jorge Sampaio a 14 de Janeiro de 2001, na sua reeleição, com cerca de 55,55%. Já Manuel Alegre superava o resultado de 2006, com 25,6%, segundo uma sondagem CM/Aximage.

A 22 de Janeiro de 2006, Cavaco Silva obteve 50,54% dos votos, com uma margem muito curta para evitar a segunda volta nas presidenciais. Em 1991, Mário Soares alcançou um resultado esmagador no seu segundo mandato: 70,35%, um número que nenhum sucessor conseguiu , até agora, reeditar.

Manuel Alegre, o candidato surpresa em 2006, garantiu 1 138 297 de votos - 20,74% -, número que evocou várias vezes nos últimos cinco anos. Na altura não teve apoio de qualquer partido. Domingo, dia 23, terá o PS e o BE a seu lado. Segundo a sondagem, o poeta supera em 4,86 pontos percentuais o resultado de 2006. Nesse acto eleitoral, recorde--se, o BE optou pela candidatura de Francisco Louçã, com, 5,32%.

A avaliar pela sondagem, o comunista Francisco Lopes obtém 6,3% dos votos, menos 2,34% do que o seu camarada de partido Jerónimo de Sousa em 2006. O estreante Fernando Nobre segura um resultado na casa dos dois dígitos: 10,7%.

Defensor Moura não passa dos 1,8% e José Manuel Coelho, a quem já chamaram ‘O Tiririca da Madeira', recolhe 0,9 % dos votos, um ‘score', superior, por exemplo, ao de Garcia Pereira obtido nas urnas em 2006 : 0,44%.

FICHA TÉCNICA

Objectivo: Eleições Presidenciais

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais de Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto  legislativo) e representativa do universo. Foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra contou com 1000 entrevistas efectivas: 450 a homens e 550 a mulheres, 220 no Interior, 401 no Litoral Norte e 379 no Litoral Centro Sul, 289 em aldeias, 329 em vilas e 382 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral

Técnica: Entrevista telefónica por CATI (Computer Assisted Telephonic Interview)

Trabalho de campo: Decorreu entre os dias 10 e 14 de Janeiro de 2011, com uma taxa de resposta de 75,5%

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 1000 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,015 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 3,0%)

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

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