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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Presidente do Governo da Madeira defende voto eletrónico nas legislativas

Chefe do executivo insular sustentou que, "à boa maneira portuguesa, tudo vai ser decidido á última da hora".

13 de janeiro de 2022 às 14:15

O presidente do Governo Regional e do PSD/Madeira mostrou-se hoje preocupado com a possibilidade de aumento da abstenção face ao elevado número de pessoas em isolamento devido à covid-19, defendendo o recurso ao voto eletrónico.

"Porque não se faz hoje o voto eletrónico? Qual o problema? Porque é que havemos continuar a manter um ritual que não é dos dias de hoje?", questionou, à margem da visita que efetuou a uma empresa do ramo imobiliário.

Para Miguel Albuquerque, é necessário "evoluir e aproveitar o potencial nesta área no sentido de facilitar a vida às pessoas".

No seu entender, "as pessoas podiam em casa fazer a votação", porque quase "toda a gente hoje já tem instrumentos digitais, computadores".

"Estamos preocupados com essa situação [aumento da abstenção nas legislativas de 30 de janeiro], que tem de ser resolvida pelo Governo nacional", esclarecendo como poderão votar os cidadãos em isolamento profilático.

O chefe do executivo insular de coligação PSD/CDS sustentou que, "à boa maneira portuguesa, tudo vai ser decidido á última da hora".

"Começam a ouvir entidades, constitucionalistas, pseudo-constitucionalistas, toda aquela parafernália de gente que emite opiniões no país e nada anda para a frente", opinou.

O governante disse que as autoridades regionais estão "à espera que se decida quais os procedimentos que têm de ser feitos no sentido de, garantindo a salvaguarda da saúde publica, as pessoas exercerem cabalmente o seu direito de voto".

"Acho que um país que está sempre a gabar-se da transição digital já devia ter resolvido esta situação", declarou, considerando não fazer "nenhum sentido continuar a fazer o ato de voto como no século XIX".

A 10 de janeiro, a ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, avançou que o Governo prevê que nas eleições legislativas de janeiro haja um número de cidadãos confinados semelhante ao das últimas presidenciais, cerca de 380 mil eleitores.

O Governo aguarda assim por o parecer da Procuradoria-Geral da República para tomar "as iniciativas adequadas", o qual versa sobre duas dimensões específicas": "a forma de compatibilizar direitos constitucionais que são aqui conflituantes, por um lado, o direito ao sufrágio, depois, por outro lado, a proteção da saúde pública".

O presidente do Governo da Madeira, acompanhado pelo secretário regional da Economia, Rui Barreto, tem efetuado um périplo pelas empresas do ramos imobiliário no arquipélago, para "auscultar preocupações e aperfeiçoar o investimento estrangeiro na Madeira", disse..

Miguel Albuquerque referiu que o volume de negócios deste setor em 2020 atingiu os 470 ME, sendo de prever que ultrapasse os 500 ME em 2021.

Destacando a maior dinâmica e efeito multiplicador dos negócios imobiliários na Madeira, anunciou que o executivo regional pretende "melhorar articulação com as empresas também relativamente à emissão dos 'vistos gold'"

"Vamos ter novas instalações vamos fazer uma melhor articulação entre os clientes estrangeiros que procuram a madeira, os agentes imobiliários e as empresas imobiliárias e o serviço de investimento sobretudo por causa da emissão dos chamados 'visto gold'", realçou sem avançar com dados sobre o número registado neste arquipélago.

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