Luís Montenegro visitou esta tarde o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), com sede em Leiria.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou, esta quinta-feira, à cooperação de toda a sociedade na prevenção dos incêndios rurais, defendendo um esforço conjunto entre Estado, autarquias, proprietários e cidadãos para reduzir riscos no período crítico que se avizinha.
"Este esforço é um esforço de todos: Estado, administração pública, as autarquias locais estão a dar o seu contributo máximo com sentido de responsabilidade, solidariedade e com sentido de cooperação máximo também. Mas, este trabalho só será verdadeiramente eficiente se tiver a colaboração de todos", destacou.
O primeiro-ministro visitou esta tarde o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), com sede em Leiria, participando numa reunião em que estiveram presentes os ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo; da Administração Interna de Portugal, Luís Neves; da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes; da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida; e do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para além de três secretários de Estado e vários autarcas.
No final da reunião, em que não houve lugar a perguntas dos jornalistas, Luís Montenegro defendeu a necessidade de se fazer "um esforço máximo de limpeza" na janela temporal que resta até ao verão, indicando que "ainda há muitas vias florestais obstruídas e muito material combustível" nas florestas.
"O Governo tem, neste momento, um programa que mobiliza muitos milhares de operacionais, muitas dezenas de entidades, num esforço que é suportado pelo Fundo Ambiental em 40 milhões de euros, para fazermos tudo aquilo que for possível nesta área de prevenção, no espaço temporal que é curto, que temos diante de nós até à altura do ano em que estaremos mais expostos do ponto de vista do risco", alegou.
Na sua intervenção, recordou que "o ano passado foi um ano muito intenso", com muitas semanas seguidas "sob severidade atmosférica e climática muito elevada".
"Tivemos muitas ignições, tivemos uma boa resposta no combate inicial, superior a 90%, mas a parte que não conseguimos suster na primeira intervenção acabou por provocar incêndios de grandes dimensões que lavraram durante muitos dias e muitas vezes sujeitos a reacendimentos", referiu.
Segundo Luís Montenegro, o Governo pretende "intervir muito preventivamente", mas também quer ser proficiente na hora de reagir.
"Nesta fase, o esforço das pessoas, dos proprietários, o esforço conjugado com as autoridades públicas e autárquicas em particular, é decisivo para diminuirmos o risco. Estamos a fazer tudo aquilo que é possível deste lado e estamos a fazer também um esforço que é o maior de sempre no dispositivo especial de combate a incêndios rurais que está neste momento na fase de evolução com vista a estar na plenitude da sua prontidão quando e se chegarem momentos de maior adversidade", garantiu.
O chefe do Governo aproveitou ainda para frisar que o modelo de coordenação atualmente em funcionamento e que junta diferentes áreas governativas e operacionais "permite uma resposta mais eficaz".
"Este modelo é um modelo que nós estamos a implementar neste ano, mas que queremos que seja um modelo para o futuro", afirmou.
De acordo com fonte do Ministério da Administração Interna, a fase Charlie tem início na segunda-feira, com um dispositivo constituído por 13.335 operacionais, 2.969 veículos, 2.265 equipas e 78 meios aéreos.
Durante a fase Bravo têm estado em prontidão 11.955 operacionais, 2.599 veículos, 1.413 equipas e 37 meios aéreos (dois em manutenção).
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