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Correio da Manhã

Política
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Procriação Assistida divide AR

A Assembleia da República (AR) vai discutir e votar esta sexta-feira a Procriação Assistida, num tema que divide os vários partidos com assento parlamentar que vão apresentar os respectivos projectos.
21 de Outubro de 2005 às 09:58
O PS defende que apenas os casais heterossexuais, casados, ou em união de facto há mais de dois anos, podem ter acesso à procriação medicamente assistida. Mas o PCP e o Bloco de Esquerda contestam este ponto, argumentando que as mães sozinhas também devem ter acesso a este tipo de procriação, com o projecto bloquista a ir mesmo a ponto de permitir o tratamento a todas as mulheres maiores de 18 anos.
Os três partidos de Esquerda admitem o recurso às barrigas de aluguer, com o PSD a entender precisamente o contrário. O projecto dos sociais-democratas difere também dos restantes que se apresentam à discussão ao defender que apenas devem ser usados o máximo de três ovócitos a fertilizar por cada mulher, ao passo que PCP, BE e PS deixam a questão para os especialistas.
Um ponto onde todos estão de acordo aponta para a criação de uma comissão ou conselho nacional de reprodução medicamente assistida.
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