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Correio da Manhã

Política
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PROCURADORIA ABRE INQUÉRITO À LUSÓFONA

O Ministério Público abriu, no Verão, um inquérito para apurar eventuais ilícitos criminais relacionados com a Universidade Lusófona, segundo revelou ontem fonte judicial, citada pela Lusa.
4 de Outubro de 2002 às 23:16
Manuel Almeida Damásio, presidente do Conselho de Administração da Lusófona, afirma desconhecer “que tenha sido aberta recentemente qualquer acção de investigação” sobre a Universidade. “Para nós é fantasia”, afirmou Damásio ao Correio da Manhã.

De acordo com a edição de ontem de “O Independente”, “O Governo pretende desencadear uma grande investigação sobre a Universidade Lusófona”. Segundo o jornal, “as semelhanças com o caso Moderna são incontornáveis. Mas desta vez, os protagonistas são quase todos do PS”.

De acordo com o comunicado da Administração da Lusófona, assinado por Damásio e enviado ao CM, a COFAC, cooperativa que gere a universidade, já “ordenou aos serviços jurídicos que apresentem queixa-crime contra” o jornal pela publicação da notícia.

No comunicado confirma--se, no entanto, que o tribunal vai apreciar um pedido de inquérito solicitado em 1996 pela ex-cooperadora Teresa Costa Macedo (secretária de Estado de Cavaco Silva). O processo, de acordo com a Lusa que cita o filho de Costa Macedo, tem por base suspeitas de "irregularidades, actos ilícitos ou mesmo crimes" cometidos pela COFAC. Damásio conclui solicitando ao primeiro-ministro “que desminta ou confirme se a Lusófona faz parte das suas grandes preocupações quotidianas”.

Em nota à Imprensa, o gabinete do primeiro-ministro “esclarece que não foi fonte” e que a matéria da notícia é desconhecida”, apesar de o jornal “O Independente”, citando o “círculo próximo de Durão Barroso”, dizer “haver quem garanta que a Lusófona estará para o Executivo do PSD como a Moderna para o Governo de António Guterres”.
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