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Correio da Manhã

Política
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Programa para 16 mil empregos

O Governo está apostado em promover um ambiente de optimismo e confiança na economia portuguesa. Para isso, anunciou ontem a criação de organismos que prometem anular a burocracia e actuar de forma preventiva e numa estratégia de proximidade, com o objectivo de evitar falências e apoiar investimentos na modernização e criação de novos postos de trabalho.
1 de Maio de 2005 às 00:00
José Sócrates foi a Famalicão incentivar os empresários
José Sócrates foi a Famalicão incentivar os empresários FOTO: João Abreu Miranda
No âmbito de um programa de apoio a Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) estão já aprovados seis projectos de grandes empresas, a par de mais 12 candidaturas em análise, que representam um investimento total superior a quatro mil milhões de euros, com potencialidade para criar 16 mil empregos.
“O momento é, realmente, de ‘agir’, próximo dos problemas e das pessoas, numa estratégia assente em duas palavras-chave: confiança e investimento”, explicou José Sócrates, aludindo às decisões tomadas em Conselho de Ministros, que decorreu em Santa Maria de Bouro, Amares. Num périplo pelo distrito de Braga para realçar exemplos de sucesso ao nível da inovação e modernização empresarial, o primeiro-ministro encontrou-se com empresários dos diferentes sectores de actividade, que se manifestaram de forma generalizada agradados com as novas medidas lançadas pelo Executivo.
Destinado a criar condições para acelerar os processos de criação de novas empresas e visando ultrapassar a burocracia, o PIN aprovou já seis projectos num valor total de 378 milhões de euros, que permitirão criar mais de 1300 postos de trabalho. Tratam-se de dossiers vindos do anterior governo e aos quais acrescem os projectos em análise, cujo volume de investimento global (quatro mil milhões de euros) representa 3% do PIB.
O Governo lançou também o Gabinete de Intervenção Integrada para a Reestruturação Empresarial (AGIIRE), que vai ser chamado a intervir em casos de empresas que entrem em situação de crise ou dificuldade. O objectivo é evitar o encerramento de fábricas e travar o desemprego. Para isso, o AGIIRE vai coordenar os serviços de administração pública, “através de uma actuação de proximidade com as empresas e os trabalhadores”, para esgotar todos os mecanismos disponíveis que permitam evitar problemas nos diferentes agentes da economia portuguesa. Ao abrigo do AGIIRE serão criados centros de emprego móveis até ao final de Maio. Trata-se de núcleos de intervenção rápida para ajudar os trabalhadores de empresas em dificuldades.
EMPRESAS INVESTEM
Os projectos de Potencial Interesse nacional contam com contratos de investimentos de diferentes empresas. Segundo avançou o ministro da Economia, Manuel Pinho, a empresa CACIA – Companhia Aveirense de Componentes para a Indústria Automovél vai investir 297 milhões de euros, criando cerca de mil empregos. Já a Cereuro – Cervejeira Europeia quer criar 44 empregos com um investimento de 20,5 milhões de euros na construção de uma fábrica em Viseu.
A empresa Nova Delta quer investir 6,7 milhões de euros na modernização, criando sete empregos. A Efacec Energia investirá 9,8 milhões de euros (12 empregos), enquando a Martifer Energia 11,1 milhões (60 empregos).
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