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Correio da Manhã

Política
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PS acode a 3.ª idade

O secretário-geral socialista, José Sócrates, prometeu ontem, em Santarém, que os “idosos mais pobres”, e que vivem abaixo do “limiar de pobreza”, serão a prioridade das políticas sociais caso o PS vença as eleições.
13 de Janeiro de 2005 às 00:00
Numa visita à Santa Casa da Misericórdia de Santarém, durante a qual participou num encontro sobre a “importância das terceira e quarta idades em Portugal”, o líder do PS prometeu apresentar, “brevemente”, um programa de apoio aos idosos que são “efectivamente pobres”.
Com este programa, Sócrates assume o compromisso de colocar as pensões num nível que permita aos beneficiários sair de uma situação de exclusão social e pobreza extrema.
Recusando precisar mais pormenores sobre o referido programa de apoio, José Sócrates defendeu “uma política de diferenciação”, porque “aproximar todas as pensões do salário mínimo seria a falência do sistema”. Considerando ser responsabilidade dos políticos “a sustentabilidade do sistema”, o líder socialista defendeu que “o País não ganha com quem promete muito”.
Por isso, explicou que “os apoios” a apresentar serão exclusivamente destinados aos “idosos mais pobres, com pensões sociais, e que estão abaixo do limiar de pobreza”. Embora não avançasse números, Sócrates sugeriu que “o grupo está estudado” e que o PS sabe quanto é necessário para a medida. “Uma sociedade que se resigna à pobreza, não se respeita”, defendeu.
No final do encontro, José Sócrates recusou responder às perguntas da Comunicação Social.
PROPOSTAS PARA A JUSTIÇA MANTÊM-SE
No programa eleitoral que o PS irá apresentar aos portugueses não deverá haver grandes mexidas no capítulo da Justiça em relação às propostas apresentadas pelo partido durante o último ano. Segundo apurou o CM, “as questões de fundo mantêm-se” inalteradas, conforme revelou uma fonte conhecedora do processo de elaboração do programa. Neste quadro incluem-se a redução da prisão preventiva até quatro meses para casos comuns ou a regulação mais restritiva das escutas telefónicas.
Sobre as escutas, recorde-se que os socialistas apresentaram em Janeiro de 2004 a proposta de limitá-las a crimes puníveis com pena superior a cinco anos de prisão. Para o efeito chegou a propor uma comissão fiscalizadora das escutas telefónicas. António Costa e Jorge Lacão foram os autores destas medidas. Resta saber se o PS quer manter a hipótese de um jornalista que divulgue matéria sob segredo de Justiça seja alvo de um processo por desobediência qualificada.
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