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Correio da Manhã

Política
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PS "é partido de duas caras"

Em plena campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, Paulo Rangel acusou este domingo em Peniche o PS de "ter duas caras, uma para Bruxelas e outra para Portugal", o que não se pode traduzir numa "candidatura séria".
10 de Maio de 2009 às 18:35
Rangel esteve em Peniche em campanha
Rangel esteve em Peniche em campanha FOTO: Sérgio Freitas

O candidato social-democrata voltou a pegar no exemplo de Elisa Ferreira, que afirmou só dar o nome para a lista do PS. 'Se uma candidata só dá o nome, não é uma candidatura séria, é uma candidatura de duas caras', considerou.

As verbas de apoio da União Europeia foram outro dos casos apontados para demonstrar que a candidatura socialista tem duas faces. 'O Governo PS pede fundos comunitários, mas depois não os aplica em Portugal', sustentou Rangel, denunciando que 'em 2007 e 2008 foram executados dois por cento, quando deveriam ter sido aplicados pelo menos 20 a 25 por cento'.

'O PS fechou-os num cofre por eleitoralismo, porque não quis gastar em 2007 e 2008 para os gastar em 2009 e o que aconteceu foi que entretanto veio a crise e nem em 2009 pode gastar', disse o candidato ao Parlamento Europeu, ao facto de este ser um ano em que disputam três actos eleitorais.

O terceiro exemplo prende-se com o apoio demonstrado sábado a Durão Barroso. 'Enquanto diz que apoia Durão Barroso em Bruxelas, em Portugal o PS não tem coragem de colocar o seu manifesto que apoia Durão Barroso', disse Rangel.

Por último, o líder parlamentar do PSD deu como exemplo o estímulo fiscal até três por cento proposto pelo PS no manifesto eleitoral para as europeias. O PS 'anda a dizer na Europa que é preciso reduzir impostos, enquanto em Portugal foi incapaz de reduzir qualquer imposto', criticou.

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