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Correio da Manhã

Política
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PS fala num 2017 de "mais crescimento"

PSD aponta "inverdades" ao Governo e apoiantes.
29 de Setembro de 2016 às 17:35
O deputado socialista Eurico Brilhante Dias
O deputado socialista Eurico Brilhante Dias FOTO: José Sena Goulão/Lusa
O PS disse esta quinta-feira que "se há unanimidade" nas várias entidades que têm olhado para a economia portuguesa é que 2017 será um ano "melhor, com mais crescimento", mas o PSD apontou "inverdades" ao Governo e partidos apoiantes.

"Se há unanimidade em todas as entidades internacionais que têm vindo a olhar para a economia portuguesa (...) é de que 2017 será um ano melhor, com mais crescimento, com mais investimento e exportações", vincou o deputado socialista Eurico Brilhante Dias.

O parlamentar falava na Assembleia da República, no período dedicado às declarações políticas, tendo o PS escolhido como tema foi o investimento e a economia, matéria abordada já na quarta-feira num debate de urgência pedido pelo PSD.

"O debate de ontem [quarta-feira] correu tão mal que lhe deram esta tarefa difícil de recompor o que correu mal ontem", disse o deputado do PSD Emídio Guerreiro, dirigindo-se a Eurico Brilhante Dias.

E concretizou: "Há inverdades que têm vindo a público, de membros do Governo e dos seus apoiantes. Estão a comparar dados que não são comparáveis".

O socialista realçou que "num país fortemente endividado" e com "pouca margem para investimento público e privado", a "boa execução dos fundos comunitários é um aspeto fundamental".

"Em 2017 será possível acelerar a execução" de vários fundos comunitários, vincou Eurico Brilhante Dias, que diz que o PS e o atual executivo "apresentaram sempre o investimento e a promoção da integração das empresas portuguesas nas cadeias de valor internacionais como uma prioridade da política económica".

O CDS-PP foi, como o PSD, crítico para com o Governo, com o centrista Pedro Mota Soares a dizer que o investimento este ano está a cair e "até o consumo interno, o alfa e ómega" da política económica do executivo, "está abaixo do ano passado".

À esquerda, o comunista Bruno Dias realçou que a "dinamização do investimento é uma questão central e incontornável", mais a mais após os "últimos anos" terem sido marcados, advoga, por "modelos de negação do desenvolvimento".

Já o Bloco de Esquerda (BE), pelo deputado Heitor de Sousa, atacou o PSD e a alusão de há uns meses do seu líder, Pedro Passos Coelho, à chegada em setembro do "diabo".

"Em vez das notícias do diabo temos um país que está a recuperar a dignidade, em que as famílias estão a recuperar capacidade de respiração depois de quatro anos de asfixia austeritária", realçou.
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