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Correio da Manhã

Política

PS INSISTE EM OUVIR PORTAS

Os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP inviabilizaram ontem a presença de Paulo Portas na Comissão de Defesa para explicar a demissão do chefe de Estado-Maior do Exército (CEME), general Silva Viegas, mas o PS vai insistir na realização de audições, logo que o processo de substituição do CEME esteja concluído. Só a partir da próxima semana é que Paulo Portas escolherá o sucessor de Silva Viegas.
30 de Julho de 2003 às 00:00
O general Silva Viegas alegou falta de confiança em Paulo Portas
O general Silva Viegas alegou falta de confiança em Paulo Portas FOTO: Manuel Moreira
A presença do ministro da Defesa tinha sido requisitada pelo PS e PCP, mas ontem foi vetada pela maioria. "Impediram que houvesse diálogo e nem a argumentação que utilizaram foi muito convincente", afirmou ao CM o deputado socialista Marques Júnior. Os deputados do PSD e CDS alegaram que a realização de audições seriam "inoportunas", sobretudo porque se encontra em curso um processo de substituição na chefia do Estado-Maior do Exército. Mas, de acordo com o deputado popular Paulo Veiga, num contexto diferente - após a conclusão do processo - "admitimos a presença do ministro na Comissão". Recordando que "o poder militar está subordinado ao poder político", o deputado do CDS-PP explicou que os motivos que levaram à demissão de Silva Viegas- falta de confiança no ministro - é descartável. "Cabe ao senhor ministro confiar no CEME e não o contrário", esclareceu Paulo Veiga. Quem não se convence são os socialistas. "A forma como o general saiu é inédita, colocando em causa a estabilidade do Exército".
A demissão de Silva Viegas é mais uma das polémicas que envolve o ministro da Defesa. Depois de todo o processo da Cruz Vermelha, que culminou com a nomeação de Nogueira de Brito para a presidência da instituição, há fortes probabilidades de que o chefe de Estado- -Maior General da Força Aérea, general Vaz Afonso, não seja reconduzido no cargo. Segundo fontes políticas confidenciaram ao CM, poderá, numa "análise sustentada", estar-se a assistir a uma "politização" das Forças Armadas, quando o essencial seria a "resolução" dos problemas das FA.
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