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Correio da Manhã

Política
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PS perto de dispensar BE e PCP na geringonça

PS atinge os 42 por cento das intenções de voto e BE perde eleitorado para a CDU.
José Rodrigues 11 de Fevereiro de 2017 às 01:30
O primeiro-ministro, António Costa
O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa
Coordenadora do Bloco, Catarina Martins
O primeiro-ministro, António Costa
O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa
Coordenadora do Bloco, Catarina Martins
O primeiro-ministro, António Costa
O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa
Coordenadora do Bloco, Catarina Martins
Os socialistas estão à beira de poderem dispensar os seus parceiros da ‘geringonça’ para governar. Segundo uma sondagem CM/Aximage, se as eleições fossem hoje, o PS obteria, sozinho, 42% dos votos, valor muito próximo da maioria absoluta. No entanto, o PSD conseguiu este mês inverter a tendência de queda nas sondagens que se verificava desde março do ano passado, ou seja, há quase um ano.

Segundo a sondagem, realizada entre os dias 5 e 8 do corrente mês, os sociais-democratas obtêm 26,4% das intenções de voto, mais 1,3 pontos percentuais do que em janeiro (25,1%). A sondagem não leva em linha de conta o reacender da polémica sobre a CGD, com o ministro das Finanças, Mário Centeno, a ser acusado de ter mentido à comissão parlamentar de inquérito, mas já comporta o caso da descida da TSU dos patrões, em que o PSD teve um papel determinante para o fim deste benefício às empresas.

Já o CDS-PP regista uma queda significativa, passando de 6,8% em janeiro para 5% em fevereiro – menos 1,8 pontos percentuais. Assim, tudo indica que se verificou uma transferência das intenções de voto do CDS para o PSD.

À esquerda, verifica-se o mesmo processo. O BE perde 0,7 pontos percentuais – de 9,1% para 8,4% – e a CDU ganha um ponto percentual, passando de 6,9% para 7,9%.

A subida do PSD reflete-se também na sondagem quando se analisa o desempenho dos líderes partidários. Todos descem, com exceção de Passos Coelho, embora continue no fim da tabela, que é liderada por António Costa. No que respeita à confiança para primeiro-ministro, António Costa aumenta a vantagem em relação a Passos Coelho.

Quanto aos ministros, Mário Centeno continua a ser aquele que tem mais notoriedade e o que tem atuado melhor, mas o caso da CGD poderá vir a ter impacto nesta avaliação.

FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 289 a homens e 312 a mulheres; 60 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 105 na Área Metropolitana do Porto, 105 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 80 no Sul e Ilhas; 102 em aldeias, 161 em vilas e 338 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 5 a 8 de Fevereiro de 2017, com uma taxa de resposta de 83,0%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
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